Sob a orientação do professor Charles Xavier, seres humanos que sofreram mutações genéticas aprendem a direcionar seus poderes especiais para o bem da humanidade, tendo de lidar com o traiçoeiro Magneto que prepara um plano sinistro, por acreditar que humanos e mutantes não devam coexistir.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: X-Men.
Origem: Estados Unidos, 2000.
Direção: Bryan Singer.
Roteiro: David Hayter, baseado em história de Tom De Santo e Bryan Singer.
Produção: Lauren Shuller Donner e Ralph Winter.
Fotografia: Tom Sigel.
Edição: Steve Rosenblum.
Música: Michael Kamen.
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Elenco ..::
Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, James Marsden, Halle Berry, Anna Paquin, Tyler Mane, Ray Park, Rebecca Romijn-Stamos, Bruce Davison, Matthew Sharp, Brett Morris, Rhona Shekter, Kenneth McGregor, Shawn Roberts, Donna Goodhand, John Nelles, George Buza, Darren McGuire, Carson Manning, Scott Leva, Aron Tager, Kevin Rushton, Doug Lennox, David Nichols, Malcolm Nefsky, Sumela Kay, Shawn Ashmore, Katrina Florece, Alex Burton, Quinn Wright, Daniel Magder, Matt Weinberg, Madison Lanc, Stan Lee, Marsha Graham, Amy Leland, Adam Robitel, David Brown, Ben Jensen, Tom DeSanto, Todd Dulmage, Dan Duran, Elias Zarou, David Black, Robert R. Snow, David Hayter, Cecil Phillips, Dave Allen Clark, Deryck Blake, Ilke Hincer, Ron Sham, Jay Yoo, Grigori Miakouchkine, Eleanor Comes, Giuseppe Gallaccio, Rupinder Brar, Abi Ganem, Joey Purpura, Manuel Verge, Wolfgang Müller, Ralph Zuljan, Andy Grote. Denis Bellingham, Eric Bryson, Kyler Fisher, Marc Gagne, Gary Goddard, Matthew Granger, Donald Mackinnon, Brian Peck e Quentin Wright.
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Filme.
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Ator (Hugh Jackman).
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Equipe (Anna Paquin, Halle Berry, Hugh Jackman e James Marsden).
Em 2009 foi lançado ainda X-Men Origens: Wolverine, contando a história do personagem Wolverine.
O orçamento de X-Men - O Filme foi de US$ 75 milhões sendo que a produção arrecadou US$ 294,1 milhões nas bilheterias em todo o mundo.
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Crítica ..::
Quando chegou aos cinemas, no ano 2000, havia uma grande expectativa em torno da adaptação de X-Men para as telas. Uma das HQs mais bem sucedidas da história da Marvel, os mutantes traziam consigo uma legião de fãs e um grande número de heróis. A missão maior era: como apresentar tantos personagens, sem fugir de suas características, em tão pouco tempo e em uma história que colocasse todos em um ponto em comum.
Coube ao roteirista estreante David Hayter a missão de encadear as idéias e apresentar de uma forma convincente quase uma dúzia de heróis e vilões e, ao diretor Bryan Singer (Os Suspeitos) a tarefa de tirar do papel e dar vida a mais uma nova franquia do cinema.
O resultado é bastante agradável. X-Men – O Filme consegue apresentar uma história bem resolvida, com propósitos claros para o espectador, ainda que ele não tenha nenhuma familiaridade com nenhum dos mutantes. A fio condutor é a proposta do governo de catalogar e colocar sob observação todos os mutantes em solo americano.
Contra essa lei, duas correntes de mutantes se insurgem. A liderada pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart) - que procura a integração de forma pacífica, apresentando seus pupilos “geneticamente modificados” como uma forma de auxiliar a sociedade – e a liderada por Magneto – que, de maneira oposta, despreza todos aqueles que os rejeitam e vê na vingança uma maneira de mostrar ao mundo a importância dos mutantes.
É essa luta que coloca frente a frente, de um lado, Wolverine (Hugh Jackman), Ciclope (James Marsden), Tempestade (Halle Berry), Jean Gray (Famke Jensen) e Vampira (Anna Paquin) e, de outro, Dente de Sabre (Tyler Mane), Rebecca Romjin (Mística) e Groxo (Ray Park).
Embora Charles Xavier e Magneto sejam os líderes dos seus grupos, é nas incertezas de Vampira (que tem o poder de sugar as energias daqueles em toca) e na ausência de memórias de Wolverine que toda a trama é centrada. Aqui, cabe uma menção especial à caracterização de Hugh Jackman. Seu Wolverine se assemelha muito às referências dos quadrinhos – seja em gestos ou em suas ações – é o do seu “desleixo” ou desprezo por tudo que o cerca que conseguimos ver um personagem ao mesmo tempo sarcástico e violento, mas capaz de colocar sua própria vida em risco em nome de sua honra ou de uma promessa.
Com pouco mais de 1h30 de duração X-Men – O Filme não dá margem para cenas desnecessárias, apresentações maçantes ou mesmo sub-tramas falsas para preencher lacunas e distrair a atenção do foco principal. Pelo contrário. O tempo é aproveitado muito bem, mostrando com equilíbrio muitas cenas de ação e luta, conteúdo com margem para uma certa reflexão (muitos dos argumentos governamentais e referências aos mutantes foram inspiradas em ações de governos americanos anteriores, que pregaram uma doutrina excludente contra o comunismo), boas doses de humor (em especial a difícil relação entre Wolverine e Ciclope) e interação entre os personagens que, embora muitos, conseguem, cada um a seu jeito, fazer-se por notar em cena e ter a sua importância no roteiro.
A impressão final que fica é que, o receio de errar a mão com tantos personagens e botar a perder logo de cara a possibilidade de novas e bem-sucedidas seqüências fez com que todos – produtores e criadores – optassem por uma fórmula mais simples, com orçamento menor (se comparado ao das produções seguintes), mas bem cuidada e muito eficiente.
Ao final nada fica sem resolução e as dúvidas que ficam nos personagens não são fruto da história do filme, mas dos seus próprios conflitos, que já trazem desde antes e que, apenas com o tempo, poderão ou não ser resolvidos, sem que isso prejudique nada do que está sendo apresentado.