Um militar arquiteta um plano para acabar de uma vez por todas com os mutantes, obrigando Magneto a se unir aos X-Men para combatê-lo.
::..
Ficha Técnica ..::
Título
Original: X2.
Origem: Estados Unidos, 2003.
Direção: Bryan Singer.
Roteiro: David Hayter, Dan Harris e Michael Dougherty, baseado em história de Zak Penn, David Hayter e Bryan Singer.
Produção: Lauren Shuler Donner e Ralph Winter.
Fotografia: Newton Thomas Sigel.
Edição: Elliot Graham e John Ottman.
Música: John Ottman.
::..
Elenco ..::
Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin, Rebecca Romijn, Brian Cox, Alan Cumming, Bruce Davison, Aaron Stanford, Shawn Ashmore, Kelly Hu, Katie Stuart, Kea Wong, Cotter Smith, Chiara Zanni, Jackie A. Greenbank, Michael Soltis, Michael David Simms, David Fabrizio, Roger R. Cross, Richard Bradshaw, Bryce Hodgson, Glen Curtis, Greg Rikaart, Shauna Kain, Ty Olsson, Alfonso Quijada, Rene Quijada, Brad Loree, Sheri G. Feldman, Connor Widdows, Daniel Cudmore, Peter Wingfield, Charles Siegel, Steve Bacic, Michael Reid MacKay, James Kirk, Jill Teed, Alf Humphreys, Michasha Armstrong, Robert Hayley, Mark Lukyn, Kendall Cross, Keely Purvis, Dylan Kussman, Jason Whitmer, Aaron Pearl, Aaron Douglas, Colin Lawrence, Richard C. Burton, Michael Joycelyn, Nolan Gerard Funk, Devin Douglas Drewitz, Jermaine Lopez, Sideah Alladice, Kurt Max Runte, Benjamin Glenday, Lori Stewart, Ted Friend, Mi-Jung Lee, Marrett Green, Jill Krop, Brian Peck, Layke Anderson, Emily Hirst, David Kaye, Blake Mawson, Darren McGuire, Mike Mitchell, Jade Ramsey, Nikita Ramsey, Newton Thomas Sigel, Bryan Singer e Valerie Tian.
::..
Site Oficial ..::
-
::..
Premiações ..::
MTV Movie Awards de Melhor Ator (Shawn Ashmore).
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Filme.
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Luta (Hugh Jackman e Kelly Hu).
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Beijo (Shawn Ashmore e Anna Paquin).
Em 2009 foi lançado ainda X-Men Origens: Wolverine, contando a história do personagem Wolverine.
O orçamento de X-Men 2 foi de US$ 110 milhões, sendo que o filme arrecadou
US$ 406,4 milhões nas bilheterias em todo o mundo.
::..
Crítica ..::
Se as escolhas feitas em X-Men – O Filme se mostraram acertadas e a aceitação por parte da crítica e do público deixaram as portas abertas para uma continuação da franquia, o mesmo não se pode dizer da confiança dos produtores no segundo filme.
Antes mesmo de o filme chegar às telas, a produção sofreu cortes no orçamento o que a obrigou a reutilizar algumas cenas do filme anterior, em especial tomadas da mansão coordenada pelo professor Charles Xavier. Nada que desabone ou prejudique o seu resultado final.
Mas o fato é que a linha de raciocínio proposta no primeiro filme foi, novamente, a mesma para essa continuação. Agora a ameaça parte de um militar, William Stryker (Brian Cox), que deseja ter acesso ao Cérebro, coordenado por Xavier (Patrick Stewart), para com ele conseguir ter acesso à mente de todos mutantes do planeta e, conseqüentemente, dominá-los.
Sua atitude faz com que Magneto (Ian McKellen) e Mística (Rebecca Romijin) se unam ao grupo liderado por Xavier, resultando em uma aliança estratégica em prol da causa mutante.
Com 30 minutos a mais de duração, X-Men 2 embora seja notadamente mais lento que o filme anterior, mantém o equilíbrio entre ação e conteúdo. E um elemento chave para a trama é a inclusão do personagem Noturno (Alan Cumming). É dele uma das melhores cenas – a abertura com a invasão na Casa Branca – e são também dele as melhores ponderações a respeito da igualdade entre diferentes, e do medo que as minorias sentem em relação àqueles que os descriminam.
Notadamente o mais carismático, aqui Wolverine (Hugh Jackman), embora sirva também de fio condutor e estopim para o desenrolar da narrativa, não demonstra a mesma violência e rancor com que chegou à mansão de Xavier. Depois de uma viagem pelo Canadá, em busca de suas origens, Logan parece ter voltado mais calmo, com mais senso de grupo, mas longe de perder o seu sarcasmo. De qualquer forma, Jackman não brilha tanto quanto na primeira vez, mas não somente por culpa sua, mas também por parte do roteiro.
De fato, há uma grande sinergia entre os dois primeiros filmes e, sem forçar a barra ou criar grandes expectativas e histórias mal concluídas, X-Men 2 retoma uma história contada de maneira digna na primeira produção, mantém o nível praticamente no mesmo patamar e prepara o terreno para o encerramento da trilogia.
Mérito para o diretor Brian Synger, que com uma história bastante abrangente, com grande número de personagens e possibilidades de desenvolvimento, conseguiu encontrar uma temática pertinente ao universo Marvel e, ao mesmo tempo, contemporânea e factível ao mundo real, possibilitando boas doses de reflexão e entretenimento, sem se deixar contaminar pelos excessos em nenhuma das partes.