Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie, Laura Mennell, Rob LaBelle, Gary Houston, James M. Connor, Mary Ann Burger, John Shaw, Robert Wisden, Jerry Wasserman, Don Thompson, Frank Novak, Sean Allan, Ron Fassler, Stephanie Belding, Chris Burns, Nhi Do, Walter Addison, Tony Ali, Alison Araya, Greg Armstrong-Morris, Tony Bardach, Katie Bennison, Carly Bentall, Jay Brazeau, Clint Carleton, Mike Carpenter, Frank Cassini, Isabelle Champeau, Ron Chartier, Louis Chirillo, Dawn Chubai, Suzanne Clements-Smith, Lynn Colliar, Andrew Colthart, Bruce Crawford, Agam Darshi, Sahara Davis, Mark Docherty, Matt Drake, Ali Dunn, Michael Eklund, Glenn Ennis, Kurt Evans, Ian Farthing, Deborah Finkel, Jeffrey Flieler, Tara Frederick, Ted Friend, Mark Gash, Chris Gauthier, Carrie Genzel, Leah Gibson, L. Harvey Gold, Haley Guiel, Matthew Harrison, Jaryd Heidrick, Danny Hospes, Greig Hospes, Heidi Iro, Alessandro Juliani, Terence Kelly, J.R. Killigrew, Manuelita Kinsley, John Kobylka, Kit Koon, Carmen Lavigne, Colin Lawrence, Calvin Lee, Mi-Jung Lee, Santo Lombardo, Alexander Mandra, Niall Matter, Tom McBeath, Tyler McClendon, Kevin McNulty, Cristina Menz, Youri Obryvtchenko, Ashley O'Connell, Dan Payne, Marsha Regis, Jesse Reid, Martin Reiss, Patrick Sabongui, Salli Saffioti, Sahar, Sonya Salomaa, Darryl Scheelar, Neil Schell, Jason Schombing, Darren Shahlavi, Daryl Shuttleworth, Eli Snyder, Manoj Sood, Parm Soor, Salvatore Sortino, Tamara Stanners, Brett Stimely, Steven Stojkovic, Clay St. Thomas, Sylvesta Stuart, John R. Taylor, John Tench, Greg Travis, Ken Tremblett, Apollonia Vanova, Marshall Virtue, Lori Watt, Chris Weber, Dale Wolfe, Danny Woodburn e Bernadeta Wrobel. |
No mundo das HQs Watchmen e Batman (mais especificamente a série O Retorno do Cavaleiro das Trevas) duelaram por longos anos, dividindo opiniões em resposta a pergunta de qual seria a melhor HQ de todos os tempos.
Confesso que sempre fui mais fã de Batman do que qualquer outra coisa, mas atingir o status de “bíblia dos quadrinhos” é coisa para poucos. Pode ser que a vantagem seja pequena. Não importa. A HQ de Watchmen é, sim, melhor que Batman, sobre vários aspectos, que não são o tema desta crítica.
Lançada pela DC Comics como uma minissérie de 12 capítulos em 1986, foram precisos mais de 20 anos para que pela primeira vez pudéssemos ter uma versão nos cinemas da obra de Alan Moore e Dave Gibbons. A espera, sem dúvida, valeu a pena. Mas nem tudo são flores.
A difícil tarefa ficou com o diretor Zack Snyder, responsável pelo filme 300, recente adaptação dos quadrinhos de Frank Miller. Embora sejam completamente distintas, o resultado das duas versões cinematográficas revela algumas semelhanças em sua obra que, se por um lado revela um talento inegável para adaptações, por outro lado faz com que seu trabalho fique, de certa forma, engessado e com sensação de que algo mais poderia ser feito.
Watchmen não é uma obra fácil, nem de ser lida, quanto mais adaptada. Sua linguagem nos quadrinhos funciona num timing perfeito, com diálogos inteligentes, forte apelo visual que, até então, encontrava eco apenas no mundo alternativo das HQs, e, em plena Guerra Fria, e uma possibilidade de discussão de temas como ética, filosofia, moral e ciências.
O resultado final, exibido em 156 minutos, é excelente. Em termos visuais a qualidade impressiona. Snyder sabe usar os movimentos de câmera, abusa dos enquadramentos similares à obra impressa e consegue equilibrar efeitos especiais com uma realidade plausível sem chocar nenhuma nem outra. O ritmo de câmera lenta em algumas cenas de ação – já utilizado em 300 – ressalta os aspectos ficcionais da trama, quando precisam ser ressaltados, e a fotografia consegue transpor um clima nostálgico dos anos 80 com muita facilidade.
O problema maior do filme – e talvez um dos únicos – fica por conta daquilo que se consagrou como um dos pontos fortes da versão dos quadrinhos. Em diversas cenas o diálogo original da minissérie foi mantido. Até mesmo o tempo de enquadramento e as entradas e saídas de cena permaneceram intocados. Se por um lado isso pode ser motivo de delírio para os fãs da série, por outro essa característica, tão exacerbada e evidente, acaba prejudicando o ritmo da história nas telas. Em algumas cenas – como a que Espectral e Dr. Manhattan conversam em Marte, por exemplo – poderiam fluir melhor caso se utilizasse uma linguagem própria. O conteúdo dos diálogos não perderia em nada e, sem dúvida, despertaria um interesse maior em quem não conhece ou não é familiarizado com a obra.
Este “problema” é mais evidente na primeira hora de filme – quando até então temos não um filme de aventura, mas uma clássica busca por pistas de um crime, centrada no personagem Rorschach (Jackie Earle Haley). O grande número de personagens mascarados – seis no total – faz com que a história tenha que fluir de maneira mais lenta, para que todos sejam apresentados e suas histórias comecem a se entrelaçar. Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos) e Jeffrey Dean Morgan (P.S. Eu Te Amo), no papel do Comediante, são os dois pontos altos entre as atuações. Morgan em especial, em suas poucas cenas, consegue construir um personagem que varia da extrema violência à extrema felicidade com um piscar de olhos.
É impossível também não ressaltar a sensualidade de Malin Akerman (Vestida para Casar). Sua beleza tinha passado ou pouco despercebida em filmes anteriores, mas aqui ela esbanja sensualidade e algumas cenas um pouco mais picantes que fazem com seus olhos grudem na tela para não perder nenhum segundo.
Outro ponto que merece destaque é a ótima trilha sonora, com canções de Bob Dylan, Janes Joplin, Jimi Hendrix e Simon and Garfunkel. A cena de abertura, onde é contada toda a história do grupo The Minutemen, apenas com imagens estáticas, ao som de Bob Dylan, já valem a pena cada centavo do ingresso.
Apesar das poucas falhas, Watchmen, sem dúvida já conquista uma cadeira cativa entre as melhores produções do ano de 2009 e deve, certamente estar nas listas de melhores do ano por parte do público e da crítica. Sinceramente, acredito que a resposta nas bilheterias será bastante positiva, mas o filme deve faturar menos que o de outros super-heróis – como Batman – O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro, por exemplo – já que não se trata de um mero filme-pipoca e pode afugentar, ou não agradar, quem não conhece com maior profundidade suas origens. |