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::.. TRANSFORMERS - A VINGANÇA DOS DERROTADOS ..::
::.. Sinopse ..::
Dois anos se passaram desde que o jovem Sam Witwicky salvou o universo de uma batalha decisiva entre duas raças de alienígenas robóticos em guerra. Apesar de seu extremo heroísmo, Sam é ainda um adolescente comum, com as ansiedades diárias sobre ir para a universidade, deixando para trás sua namorada Mikaela e separando-se de seus pais pela primeira vez.Apesar de seus melhores planos, Sam está novamente no centro de um cabo de guerra entre os Autobots e os Decepticons com o destino do universo em jogo. Sem que seja do seu conhecimento, somente Sam tem a chave para o resultado da luta entre o mal e o supremo poder do bem.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Transformers - Revenge of the Fallen.
Origem:
Estados Unidos, 2009.
Direção:
Michael Bay.
Roteiro:
Ehren Kruger, Robert Orci e Alex Kurtzman.
Produção:
Ian Bryce, Tom De Santo, Lorenzo Di Bonaventura e Don Murphy.
Fotografia:
Ben Seresin.
Edição:
Roger Barton, Tom Muldoon, Joel Negron e Paul Rubell.
Música:
Steve Jablonsky.
::.. Elenco ..::
Megan Fox, Shia LaBeouf, Hugo Weaving, Josh Duhamel, John Turturro, Rainn Wilson, Isabel Lucas, America Olivo, Tyrese Gibson, Frank Welker, Peter Cullen, Anthony Anderson, Mark Ryan, Darius McCrary, Matthew Marsden, Tom Kenny, Samantha Smith, Glenn Morshower, Ramon Rodriguez, Kevin Dunn, Aaron Hill, Reno Wilson, Charles Adler, Robert Foxworth, Jess Harnell, Julie White, Mike Patton, Michael Papajohn, Katie Lowes, Jareb Dauplaise, John Benjamin Hickey, Peter Jason, Karina Michel, Spencer Garrett, Jonathon Trent, Caitlin Dulany, Michael Benyaer, Alex Fernandez, Steve Tom, Josh Kelly, Rick Cramer, Derek Alvarado, Kortney Nash, Walker Howard, John Nielsen, Cornell Womack, Sean T. Krishnan, Kamal Jones, Donald Sage Mackay, Jayson Floyd, Joel Lambert, Casey Nelson, James Harvey Ward, Zhubin Rahbar, Ralph Meyering Jr., David Paul Olsen, Jennifer Alden, Kaily Alissano, Cas Anvar, Robert Bizik, Ted Borodaeff, Krista Boshinski, Jerome Ro Brooks, Anthony C. Brown, Lee Burkett, John Sterling Carter, Larry Carter, Charles Chen, Arnold Chun, Robert Corvin, Shaun Paul Costello, Nick Dash, Victor Harris, Andrew Hwang, Katy Marie Johnson, Ian Michael Kintzle, Nora Kirkpatrick, Mark Kratzer, Sebastian Lionell, Aaron Lustig, Yvonne Lu, Pablo Macho Maysonet IV, Sashen Naicker, Aaron Norvell, Kal Parekh, Mark J. Parker, Charles Pendelton, Geoffrey M. Reeves, Anne Reiss, Vincent Riviezzo, Jarrod W. Robbins, Jason Roehm, Jason Sandler, Richard Schimmelpfenneg, Jennifer Wiener e Yvetta Young.
::.. Site Oficial ..::
http://www.transformersmovie.com/
::.. Premiações ..::
-
::.. Saiba mais ..::
Segundo filme da série. O anterior foi Transformers (2007).
::.. Crítica ..::
Do ponto de vista da indústria cinematográfica Michael Bay está longe de ser um derrotado. Bad Boys, Pearl Harbor, Armageddon e Transformers, alguns dos seus filmes anteriores, se revelaram grandes sucessos de bilheteria e foram responsáveis por render milhões de dólares ao bolso dos seus produtores.

Tamanho sucesso não foi construído pela qualidade de seus filmes. Muito pelo contrário. Ao longo dos anos Bay acumula produções de baixa qualidade e histórico de cenas de explosões, tiros e violência coreografada (na maioria das vezes sem muito propósito). Se deixarmos de lado o quesito bilheteria e colocarmos na mesa o critério qualidade, sem dúvida, o novo Transformers – A Vingança dos Derrotados é a bomba maior que satisfaz todos os desejos explosivos do diretor.

O ritmo do filme é frenético. Em menos de três minutos o espectador já está envolvido com batalhas de robôs gigantescos, muito bem construídos, diga-se de passagem, mas apresentados de uma forma completamente nauseante. As cenas de transformação dos veículos em robôs, por exemplo, são confusas e apresentadas em sua maioria por uma câmera em um travelling que dá ânsia, girando em torno do personagem como se o estivesse construindo.

Para tentar explicar a luta entre Autobots e Decepticons em pleno século XXI, o filme remete a milhares de anos antes, quando da chegada dos alienígenas no planeta Terra. Depois dos eventos de Transformers, os Autobots se tornaram aliados das forças armadas norte-americanas, numa agência chamada NEST. Porém, o vínculo com o jovem Sam Witwicky (Shia Labeouf) se mantêm graças a um pequeno pedaço de um poderoso artefato que permanece com o rapaz.

Com a ação toda focada nas lutas e no visual dos robôs, o filme apresenta seus personagens humanos como meros fios condutores de um trama que não parece saber ao certo onde quer chegar. Aliás, a apresentação dos personagens é, entre todos, o aspecto mais infeliz do filme. No mundo de Michael Bay as faculdades se parecem com escolas de modelos. Repare que numa sala de aula lotada todas as mulheres, sem exceção, poderiam estar concorrendo à coroa de miss-qualquer-coisa. Em todas as cenas onde as mulheres aparecem elas se apresentam de maneira sexy, vulgar, insinuante ou estúpida. Sem exceções.

As seqüências onde a mãe de Sam, Judy Witwicky (Julie White) chora ao encontrar os sapatinhos do filho da época em que ele era pequeno ou ao ingenuamente comer bolinhos de maconha no campus da faculdade são tão estúpidas e ridículas que chega ser difícil a acreditar que alguém em sã consciência as tenha incluído no roteiro.

Já Mikaela Banes (Megan Fox) parece emprestar apenas o seu (belíssimo) corpo para a composição do personagem. Sua atração na trama é posar de quatro sobre uma moto, trabalhar em uma oficina mecânica com os lábios melados de um batom vermelho carregado ou fazer caras e bocas e meio às inúmeras explosões das quais foge. Aliás, pela estrutura do roteiro e do filme, se substituíssemos todos os atores por modelos e atletas certamente teríamos um resultado muito parecido, já que basicamente o que se vê são insinuações sexuais e corridas para desviar de destroços e bombas.

O relacionamento entre os personagens é tão superficial que, na sequência em que Sam se despede de Mikaela, no jardim de sua casa, pouco antes de ir para a faculdade, basicamente a sustentação é feita em cima de uma música romântica e de uma câmera giratória irritante. A história é tão incipiente até aquele ponto que, não fossem os recursos mal aplicados pelo diretor, ficaria ainda mais óbvio o grau de irrelevância da seqüência.

Na faculdade o alvo maior do diretor são os estudantes comuns ou os nerds. Eles são apresentados como idiotas viciados em tecnologia, covardes e preocupados apenas em postar em primeira mão o vídeo do momento em seus blogs. Mais adiante quem também não foge ao estereótipo são os soldados egípcios, retratados na figura de um comandante anão desajeitado que se limita a sorrir e agir como um capacho quando percebe que está diante de “yankees”.

Nem a personalidade dos robôs escapa às falhas. Desta vez temos robôs que sentem dor (!?), robôs piadistas e que brigam entre si e, pasmem, robôs que se masturbam aos pés das mulheres. Além disso, um dos “transformers”, de maneira absurdamente mal explicada, consegue se passar também por uma mulher (que, obviamente, sai em busca de sexo).

Com tantas falhas, a história acaba recaindo em uma interminável seqüência de ação. Carros, motos, aviões, barcos, tratores e todos os veículos que você possa imaginar estão presentes no filme. E todos estão envolvidos em alguma cena onde são destruídos, ou por robôs rivais, ou por alguma explosão advinda das milhares de bombas lançadas ao longo da projeção.

Um dos únicos pontos positivos (um lapso do diretor, certamente) é a atuação de John Turturro, na pele do Agente Simmons. Quando o ator surge, é nítido o seu distanciamento em termos de qualidade dos demais presentes. Mesmo encarando um personagem que atua como um obcecado pesquisador, não escapa de um papel ruim e inverossímil, mas consegue, ainda assim, se colocar com dignidade diante das parcas falas que têm em mãos.

É triste perceber que um orçamento de US$ 250 milhões tenha servido apenas para Michael Bay ampliar a sua média de explosões por minuto e que roteiristas como Alex Kurtzman, Roberto Orci (que juntos fizeram o ótimo Star Trek) e Ehren Kruger (Os Irmãos Grimm) tenham passado adiante um material tão ruim e com um desfecho miseravelmente amador, calcado em um subterfúgio de resolução tão absurdo e insensato.

No fim das contas, os verdadeiros derrotados são os espectadores, que precisam agüentar as quase 2h30 de uma projeção que provoca quase a mesma sensação de estar em uma montanha russa, mas com barulho e explosões por todos os lados. Porém, com uma grande diferença: montanhas russas são bem mais divertidas. E o melhor de tudo: não são dirigidas por Michael Bay.

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Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
Publicado em: 26/06/2009
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