Anos
após um súbito desaparecimento, o Superman retorna à
Terra. Porém a realidade do planeta mudou bastante desde sua última
visita. Será que o mundo ainda precisa do seu heroísmo?
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: Superman Returns.
Origem: Estados Unidos, 2006.
Direção: Bryan Singer.
Roteiro: Michael Dougherty e Dan Harris, baseado em estória
de Bryan Singer, Michael Dougherty e Dan Harris e nos personagens criados
por Jerry Siegel e Joe Shuster.
Produção: Gilbert Adler, Jon Peters e Bryan
Singer.
Fotografia: Newton Thomas Sigel.
Edição: Elliot Graham e John Ottman.
Música: John Ottman.
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Elenco ..::
Brandon
Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey,
James Marsden, Parker Posey, Frank Langella, Sam Huntington, Eva Marie
Saint, Kal Penn, David Fabrizio, Tristan Lake Leabu, Ian Roberts, Vincent
Stone, Jack Larson, Noel Neill, James Karen, Stephan Bender, Peta Wilson,
Jeff Truman, Barbara Angell, Ian Bliss, Ansuya Nathan, Warwick Young,
Richard Branson, Bradd Buckley, Bill Young, David Webb, Patricia Howson,
Tom Stewart, Mirren Lee, Steve Ostrow, Raelee Hill, Lee James, Michael
Duggan, Hank Roberts, Karina Bracken, Frederique Fouche, Julian Pulvermacher,
Rebecca Barratt, Ted Maynard, Keegan Joyce, Ed Wightman, Prue Lewarne,
Paul Shedlowich, Barry Quin, Francine Bell, Penelope Heath, Genevieve
Davis, Robert Meyer Burnett, Terrell Dixon, John Lucantonio, Rob Flanagan,
Darin Rossi, Kevin Fisher, Phillip Henry, Henry Browne, Andrew Cole, Darren
K. Hawkins e Jennifer Sciole.
Indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante (Kate Bosworth).
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Saiba mais ..::
Quinto filme do personagem Superman. Os demais foram Superman - O Filme (1978), Superman 2 (1980), Superman 3 (1983) e Superman 4 (1987).
O orçamento de Superman - O Retorno foi de US$ 270 milhões e o filme arrecadou US$ 391 milhões nas bilheterias.
::.. Trailer ..::
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Crítica ..::
Superman
é um extra-terrestre. Apenas esse fato já o diferencia dos
demais super-heróis. Seus poderes não foram adquiridos em
algum tipo de explosão nuclear ou radioatividade. Ele é
assim e ser uma pessoa normal é o seu disfarce.
Da mesma maneira que ele é diferente, diferente é também
sua representação diante do público. Aquele que talvez
seja o super-herói mais conhecido de todos, traz consigo uma simbologia
de poderio que pode ser associada, satisfatoriamente, a ideologia política
norte-americana ou ainda ao Deus católico. Ambas polêmicas.
Ambas cabíveis.
Na década de 70 Superman foi o primeiro super-herói a convencer
nas telas do cinema. Com um roteiro primoroso, conduzido pelo já
falecido Mário Puzzo, mesmo autor de O Poderoso Chefão,
Superman – O Filme contou ainda com o carisma de Christopher Reeve
e a pequena, porém inesquecível, participação
de Marlon Brando como o pai do homem de aço.
Pois bem, tanto tempo depois, já não há mais a Guerra
Fria e não há mais o Vietnã e, enquanto ele esteve
fora, as Torres Gêmeas foram abaixo. No mundo globalizado de hoje,
não basta Superman estar em todo canto dos EUA, ele precisa estar
em Paris, na África, precisa viajar na mesma velocidade em que
viaja a informação. É claro, as guerras continuaram,
as pessoas continuam necessitadas de um Deus e os EUA ainda é o
país mais poderoso do mundo. Mas o maior desafio do mundo para
um super-homem hoje talvez sejam seus próprios problemas.
Sua família, seus sentimentos, os segredos que precisam ser ocultados
em certas ocasiões e os diferentes disfarces que a vida nos impõem.
Diferente dos demais, onde a auto-afirmação de força
era o ponto-chave, o foco passa a ser o amor de Clark Kent por Lois Lane
que, tantos anos depois, aprendeu a se virar sem Superman. Em tempos de
big brother, olhar através das paredes parece ter perdido um pouco
do seu encanto e sem o medo constante de uma bomba atômica a kryptonita
pode parecer algo fake demais para o gosto adolescente.
A nova produção não agrega nada significativo à
história de Superman. Pelo contrário, apenas ressalta a
imponência do primeiro filme, já esquecido pelas novas gerações.
Os pontos-chave da história estão justamente em cima de
falas de Kar-El, criadas por Mario Puzzo e exibidas no áudio original
de Marlon Brando. A trilha sonora é a mesma inconfundível
criada por John Williams e até os créditos iniciais são
“fiéis” ao Superman original. Brandon Routh não
compromete em sua atuação. Mas fica aquém de Christopher
Reeve (a quem, aliás, o filme é dedicado nos créditos
finais).
Essa releitura, ou retorno, parece servir apenas para reativar uma franquia
muito lucrativa chamada Superman, em tempo onde homens-aranha, quartetos
fantásticos, mulheres-gato e batmans dominam o imaginário
adolescente e os recordes de bilheteria e venda de DVD. Seu mérito
maior está no fato da nova produção não negar
o seu passado e apresentar a quem não viveu àquela época
aquele que é considerado por muitos o maior super-herói
de todos os tempos.
Robbie Williams, em seu recente álbum “Intensive Care”,
apresenta uma música chamada “advertising spaces”,
abordando a maneira como até a morte é tratada como um comércio
e cita Marlon Brando como exemplo de alguém que foi vitimado dessa
circunstância. Superman – O Retorno destoa da maioria das
releituras justamente por tratar com respeito àqueles que o ajudaram
a se tornar o mito que é.
Não há intenção de substituir quem quer seja,
apenas aproximar de um novo público (que tinha como Superman apenas
as impressões do seriado Smallville) uma figura que um dia foi
símbolo de uma nação que, através dele, acreditou
que muita coisa impossível poderia se tornar realidade.
Porque o mundo precisa do Superman? Porque enquanto ele estiver sempre
por aí o imaginário popular se encarregará de fazer
com que, pelos menos por alguns instantes, a realidade dê lugar
à fantasia. Alguma semelhança com alguma religião?
Bem, essa já outra história