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::.. SUBSTITUTOS ..::
::.. Sinopse ..::
No futuro, os humanos vivem isolados interagindo de forma indireta, através de robôs. Quando várias máquinas começam a morrer, um policial, por meio de seu robô, sai de casa pela primeira vez em anos para descobrir uma conspiração.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Surrogates.
Origem:
Estados Unidos, 2009.
Direção:
Jonathan Mostow.
Roteiro:
Michael Ferris e John D. Brancato, baseado em HQ de Robert Venditti e Brett Weldele.
Produção:
Max Handelman, David Hoberman e Todd Lieberman.
Fotografia:
Oliver Wood.
Edição:
Kevin Stitt e Barry Zetlin.
Música:
Richard Marvin.
::.. Elenco ..::
Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Boris Kodjoe, James Francis Ginty, James Cromwell, Ving Rhames, Jack Noseworthy, Devin Ratray, Michael Cudlitz, Jeffrey De Serrano, Helena Mattsson, Michael Phillip, Danny F Smith, Brian A. Parrish, Jennifer Alden, Shane Dzicek, Andrew Haserlat, Justin Goodrich, Lisa Jenai Hernandez, Thomas 'Kirk' Hawkins, Rachel Sterling, Meta Golding, Taylor Cole, Jordan Belfi, J.L. Highsmith, Nicholas Purcell, Michael Murphy, Victor Webster, David Klefeker, Dorothy Brodesser, Valerie Azlynn, Michael O'Toole, Chad Williams, Mike Randy, Tyson Eberly, Michael DeMello, Ron Murphy, Genevieve Johnson, David Conley, Bruce-Robert Serafin, Cody Christian, Ian Novick, Todd Cahoon, Ella Thomas, Gabriel Olds, Eamon Brooks, Rodney Weber, De'Lon Grant, Matthew Souris, Trevor Donovan, Brock Gloor, Rick Malambri, Paul Shafer, Christine Mascott, Ari Mostow, Nathan Mostow, Taylar Eliza Bunts, Edward McCabe e Anya Monzikova.
::.. Site Oficial ..::
http://chooseyoursurrogate.com/
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
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::.. Trailer ..::
::.. Crítica ..::

O ano de 2009 pode ser considerado, de certa forma, como um ano de redescoberta da ficção científica. Além do grande número de produções lançadas – para se ter uma idéia, só no mês de outubro nove filmes do gênero chegaram aos cinemas – a acessibilidade cada vez maior a certos tipos de efeitos especiais fez com que pequenas produções começassem a surgir em todos os cantos do planeta.

Apesar do aumento até mesmo na diversidade de tramas – já que temos romances, animações e filmes de guerra tendo a sci-fi como pano de fundo – nem por isso temas clássicos do meio e a grande possibilidade de produzir histórias que servem como metáforas à sociedade atual não foram deixadas de lado.

Nesse aspecto, Substitutos não é nada original. Sua metáfora pode até funcionar, mas dificilmente irá gerar a reflexão que poderia no espectador, por erros de um roteiro confuso e pela própria maneira de apresentar a sua história. Estamos no ano de 2054 e graças a uma revolução tecnológica os humanos tem a possibilidade de ter seu próprio robô – os chamados substitutos (ou surrogates, para usar o termo original).

Para controlar seu substituto basta ficar em casa, confortavelmente deitado, e conectado a uma rede. Com robôs personalizados à maneira idealizada de cada um – mais ou menos como os avatares que utilizamos hoje em redes sociais – a sociedade se vê substituída por seres perfeitos que fazem todas as tarefas e ações do dia a dia, sem se preocupar com machucados, ferimentos, assaltos e outros problemas. O contato humano é completamente eliminado e um novo estilo de vida vem à tona.

O que poderia ser uma interessante metáfora à maneira como cada vez mais deixamos de sair de casa para interagir com outras pessoas, substituindo nossas relações por contatos virtuais, acaba servindo apenas como pano de fundo para uma trama policial confusa, pouco verossímil e apresentada de uma maneira nada convincente.

Tom Greer (Bruce Willis) é um policial que investiga o primeiro caso de um crime em que a morte de um substituto resultou na morte do seu controlador. Quanto mais se embrenha nas pistas, mais ele descobre que uma grande conspiração está em jogo e, num mundo em que todos são substitutos, não há como saber quem realmente está por trás de cada avatar.

Não vou revelar spoilers aqui, mas o rumo das investigações é conduzido para um culpado plausível. Porém, sua motivação para o crime não é nada convincente, pelo contrário. A impressão que se tem é que Greer, ainda que à margem de todo o processo, está mais interessado em acabar com os substitutos e restabelecer uma sociedade aos moldes antigos do que o próprio “criminoso”. Numa das cenas finais – o clímax da trama – o diálogo beira o caricato e o teatral, sendo tão convincente quanto um Papai Noel sem barba batendo na porta de sua casa na noite de Natal.

Há outros fatos interessantes de se notar. Alguns substitutos parecem ter “funções especiais” enquanto outros não. Os policiais são quase indestrutíveis e capazes de saltos em grades distâncias enquanto outros – mesmo de proveniência abastada e de alto poder aquisitivo – comportam-se como meros bonecos idiotas. Embora com alta tecnologia, tudo ao redor parece ter mudado muito pouco, com carros sendo controlados manualmente e prédios e construções perfeitas e ruas limpas voltadas para os robôs habitarem. Essas diferenças entre uns e outros é que possibilitam as cenas de ação, uma premissa simplória demais e de pouca credibilidade.

Um ponto que chama atenção positivamente é a maquiagem. O aspecto plástico no rosto dos substitutos torna realmente difícil de identificar em algumas cenas quem são os bonecos e quem são as pessoas de verdade. A expressão robótica dos atores, nesse sentido, serve como um contraponto perfeito às idéias que o filme pretende mostrar. Aqui vale um comentário estético que com certeza não passará despercebido: a versão “idealizada” do personagem de Bruce Willis tem cabelo, uma franja loira, num visual emo que, sem dúvida, deve ser um das caracterizações mais ridículas pela qual o ator já passou.

Com pouco menos de 1h30 de duração, o filme não chega a ser cansativo, mas decepciona, e muito, pelo fato de tentar se levar a sério e apresentar uma história em que os próprios diálogos e a condução dos personagens não permitem sustentar a proposta do autor. Se por um lado o filme não chega a ser ruim, por outro não acrescenta em nada ao tema, revelando-se mais um discurso vazio do que qualquer outra coisa. Como robôs - extremamente belos e eficientes por fora, mas sem alma e sem vida – Substitutos é um filme descartável e, para usar a terminologia da produção, substituível pela maioria dos filmes do gênero que estão por aí.

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Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
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Eu nao gostei deste file.
Rute
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