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::.. QUARTETO FANTÁSTICO ..::
::.. Sinopse ..::
Um desastre atinge a tripulação de uma nave espacial. Com o acidente eles sofrem modificações no organismo, ganhando poderes especiais. Eles se transformam nos super-heróis Sr. Fantástico, Coisa, Mulher-Invisível e Tocha-Humana.
::.. Ficha Técnica ..::

Título Original: Fantastic Four.
Origem: Estados Unidos, 2005.
Direção: Tim Story.
Roteiro: Michael France e Mark Frost, baseado nos personagens criados por Jack Kirby e Stan Lee.
Produção: Avi Arad, Michael Barnathan, Chris Columbus, Bernd Eichinger e Ralph Winter.
Fotografia: Oliver Wood.
Edição: William Hoy.
Música: John Ottman.

::.. Elenco ..::
Ioan Gruffudd, Michael Chiklis, Jessica Alba, Chris Evans, Julian McMahon, Kerry Washington, Mark S. Allen, Paul Belsito, Lorena Gale, G. Michael Gray, Gina Holden, Laurie Holden, Aonika Laurent, Colin Lawrence, Stan Lee, Hamish Linklater, Maria Menounos, Kathleen Mullan, David Parker, David Richmond-Peck, Joel Ross, W. Lauren Sanchez, Patrick Stoner, Tony Toscano, Douglas Weston e Lynnanne Zager.
::.. Site Oficial ..::
http://www.fantasticfourmovie.com
::.. Premiações ..::
Indicado ao MTV Movie Awards de Melhor Herói (Jessica Alba) e Melhor Equipe (Jessica Alba, Ioan Gruffudd, Chris Evans e Michael Chiklis).

Indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz (Jessica Alba).
::.. Saiba mais ..::
Primeiro filme da série. O seguinte foi Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007).
::.. Crítica ..::

Os quadrinhos realmente são a bola da vez no cinema. Nos últimos anos, dúzias de heróis e vilões chegaram ao cinema com suas nobres missões de salvar o mundo/dominar o mundo, respectivamente. Alguns com muito sucesso (Batman, Homem-Aranha), outros num fracasso total (Mulher-Gato, Hulk). Na verdade hoje há tantos heróis nas telas que faltam pessoas normais para serem salvas. Está se tornando banal ter algum superpoder ou algo parecido. Os filmes made in quadrinhos são uma boa garantia, pressupõe-se, de diversão, retorno financeiro e abertura da possibilidade de infinitas continuações. Marvel e DC Comics já se aperceberam disso e preparam, para os próximos anos, uma verdadeira invasão com novas séries e continuações para todos os gostos.

Em tempo de terrorismo, corrupção forte e políticas opressivas, é natural que o homem procure válvulas de escape para esquecer de tudo isso. O cinema é uma delas. Na tela, o público vê projetada a figura do bom mocinho, que lutou pra caramba pra chegar onde chegou, que passou por algum trauma na infância (quem não passou?) e que cultiva fortes ideiais que se sobrepõe ao luvro e a ganância de malvados vilões.

Quarteto Fantástico, filme de estréia de Tim Story, parece conhecer muito bem o terreno onde está pisando. Longe de se preocupar com as metáforas dos dias atuais ou mostrar a todo custo que o mundo que vemos na sala escura é verdadeiro ou possível, o filme deixa claro desde o início o seu propósito: o puro e simples entretenimento.

Um grande cientista, à frente de seu tempo, planeja fazer um experimento e um estudo de genética espacial. Sem dinheiro para finaciar seus projetos procura Victor, bilionário que se formou junto com Fulano, mas inveja seu talento. O experimento é aprovado mas durante o teste inicial uma falha ocorre e Reed, Ben, Sue e Johnny transformam-se geneticamente, ganhando poderes paranormais. A partir de então o grupo inicia um processo em busca da resolução dos seus problemas, numa tentativa de voltar à normalidade. Não é o mundo que está em jogo, mas sim a sobrevivência deles. Doctor Doom está preocupado com poder, mas antes pretende acabar com o fantástico quarteto.

Com uma série de piadinhas, onde eles riem de si mesmos e da situação absurda em que se encontram, pontuadas por um roteiro previsível e efeitos especiais já tradicionais em filmes do gênero, o filme chega a empolgar aqueles que não esperam nada dele além de duas horas de distração. O que talvez seja o grande triunfo da película de Story.

Quarteto Fantástico é um bom filme dentro daquilo que ele se propõe a ser. Divertido e simples. Seu objetivo não é deixar perguntas no ar ou esclarecer os problemas da humanidade, nem tampouco dar lições de moral ou algo do gênero. É apenas um filme, ou mais um filme, com super-heróis enfrentando vilões, efeitos especiais por todos os lados e uma infinidade de merchandisings, inclusive nos diálogos. Ponto para a indústria cultural
Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
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