Devon Sawa, Ali Larter, Kerr Smith, Kristen Cloke, Daniel Roebuck, Roger Guenveur Smith, Chad Donella, Seann William Scott, Tony Todd, Amanda Detmer, Brendan Fehr, Forbes Angus, Lisa Marie Caruk, Christine Chatelain, Barbara Tyson, Robert Wisden, P. Lynn Johnson, Larry Gilman, Guy Fauchon, Randy Stone, Mark Holden, Marrett Green, Fred Keating, John Hainsworth, Pete Atherton, Nicole Robert, Kristina Matisic, Mark Marriott, Natasha Morley e Troy Yorke. |
Premonição poderia não ser, mas é um filme completamente estúpido. E olhando na linha do tempo há nove anos atrás é difícil acreditar que uma grande bobagem como essa tenha se tornado, não só uma franquia bem sucedida como tenha chegado ao quarto filme com fôlego renovado.
Embora tenha uma péssima execução, a premissa de Premonição não é das piores e, de certa forma, consegue ser apresentada de uma maneira interessante nos primeiros vinte minutos de filme. Até então vemos Alex (Devon Sawa) um jovem estudante de francês que, às vésperas de embarcar com seus colegas em um vôo para Paris, começa a demonstrar alguns sintomas de medo em relação à viagem.
Se é um dos maiores clichês do cinema utilizar truques de câmera e trilha sonora para criar suspense onde não há aqui, num primeiro momento, o clichê funciona. Afinal, o que é o medo de voar senão uma tensão “criada” pela própria mente do amedrontado, que passa a ver tudo à sua volta como um possível sinal que corrobore a pior das suas previsões.
Porém, após o presságio de Alex se confirmar e, realmente, ele escapar por pouco de um desastre aéreo o filme desanda de vez. Numa tentativa de mostrar o que seria uma espécie de destino, ou desígnio da morte reservado ao grupo de sobreviventes, o roteiro do trio Glen Morgan (Premonição 3), James Wong (Premonição 3) e Jeffrey Reddick (Premonição 4) cria uma série situações tão improváveis quanto estúpidas que é difícil crer que os próprios autores, por algum instante, possam ter levado a sério o que colocaram no papel.
Assim, assistimos a uma série de personagens nitidamente traumatizados após um forte incidente tentando nos fazer engolir que tudo aquilo que estão vivendo, mais do que uma mera esquizofrenia é, na verdade, um ato premonitório que está em curso e, claro, cabe a eles mudar o destino.
As seqüências em que há morte de personagens, por incrível que pareça, conseguem ser ainda piores. Por mais que se trate de uma obra de ficção, é realmente difícil de acreditar que alguém escorregue em uma poça d’água dentro do banheiro e, durante a queda, um fio dê três voltas em torno do pescoço do sujeito que cai desfalecido dentro de uma banheira. Ou mesmo que a explosão de um monitor de PC faça saltar um caco de vidro que vá direto na jugular de alguém e faça a pessoa se esvair em sangue pela casa.
A série de eventos é tão forçada – e por isso mesmo – tão ridícula que é possível que nem em um desenho como Happy Tree Friends, que brinca com seqüências sádicas de mortes das mais variadas formas, elas soassem verossímeis.
É difícil imaginar algo mais mal feito do que Premonição. A tensão inexiste em todos os momentos. Em todas as circunstâncias em que ela surge é provocada, seja pela câmera e sua movimentação ou pela trilha sonora que insiste em nos dizer que algo está para acontecer, mesmo que esse algo seja alguém acender um palito de fósforo. Direção, roteiro, atuações ou trilha sonora, absolutamente nada merece crédito ou consideração. E, além disso, o título Premonição caiu como uma luva na sensação que o espectador terá lá pela metade do filme. A história torna-se tão previsível que bastam trinta minutos para você "ter a premonição" que está diante de um péssimo filme. |