Um
ex-tenista profissional, interpretado por Jonathan Rhys-Meyers, se apaixona
perdidamente por um linda garota. O único problema é que
a garota é comprometida e está prestes a se casar com o
cunhado dele.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: Match Point.
Origem: Inglaterra / Estados Unidos / Luxemburgo, 2005.
Direção: Woody
Allen.
Roteiro: Woody
Allen.
Produção: Letty Aronson, Lucy Darwin e Gareth
Wiley.
Fotografia: Remi Adefarasin.
Edição: Alisa Lepselter. Música:-.
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Elenco ..::
Jonathan
Rhys-Meyers, Alexander Armstrong, Paul Kaye, Matthew Goode, Brian Cox,
Penelope Wilton, Emily Mortimer, Janis Kelly, Alan Oke, Mark Gatiss, Scarlett
Johansson, Philip Mansfield, Simon Kunz, Geoffrey Streatfield, Mary
Hegarty, John Fortune, Rupert Penry-Jones, Patricia Whymark, Anthony O'Donnell,
Miranda Raison, Rose Keegan, Zoe Telford, Margaret Tyzack, Scott Handy,
Emily Gilchrist, Selina Cadell, Georgina Chapman, Colin Salmon, Toby Kebbell,
Steve Pemberton, Ewen Bremner e James Nesbitt.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme / Drama, Melhor Diretor, Melhor
Atriz Coadjuvante - Scarlett Johansson e Melhor Roteiro.
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Saiba mais ..::
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Crítica ..::
Poucos
cineastas dividiram tantas opiniões contrárias e a favor
como Woody Allen. De um lado a crítica e boa parte do público
que vê no diretor um gênio, autor de obras primas do cinema,
dono de um humor refinado, construtor de diálogos inteligentes
e, acima de tudo, neurótico. De outro os grandes estúdios
que vêm com temeridade a idéia de jogar milhões e
milhões em suas mãos para realizar suas idéias, parte
do público desacostumada a narrativa, mais perspicaz e menos videoclíptica
do que alguns blockbusters.
Pois bem, já são mais de trinta anos dedicados a filmes
peculiares, ora sucesso, ora fracasso. A verdade é que Woody Allen
tornou-se uma lenda. A cidade de Nova York, onde mora, tornou-se palco
das mais variadas tramas de sua mente, um pano de fundo inseparável
de sua obra. Mas o mesmo país a quem dedicou sua carreira e dono
da maior indústria de cinema não soube lhe dar valor.
Não é de hoje que Woody Allen “briga” com baixos
orçamentos, apostando em grandes idéias de simples execução
– talvez aquém do que sua capacidade poderia conceber. É
irônico que ele tenha precisado sair de sua terra natal e voltar
seus olhos para a Europa – além de Ponto Final, mais dois
novos filmes devem ser rodados por ele no velho continente nos próximos
anos – para poder ir além em suas idéias.
Ponto Final é uma história que poderia acontecer em qualquer
país. A idéia não é nada original, no entanto
a maneira como a trama foi montada é brilhante e nos remete aos
ótimos roteiros de Alfred Hitchcock, por exemplo, onde as reviravoltas
aconteciam a todo instante e cada nova cena descerrava uma série
de possibilidades.
Scarlett Johansson – que também deve estar em seu próximo
filme – conduz muito bem a sua personagem, uma aspirante a atriz
que namora o filho de um milionário. Outro ponto alto é
a bela trilha sonora repleta de óperas consagradas que se adaptam
muito bem à proposta da produção. Mas é em
seu roteiro que consiste todo o segredo da qualidade de Ponto Final. Diálogos
bem elaborados, citações filosóficas e referências
culturais.
Certamente Ponto Final pode ser considerado um dos melhores filmes de
2005 e um dos melhores da longa carreira de sucessos de Woody Allen. Ao
que parece os ares europeus fizeram muito bem ao cineasta. Uma frase de
seu filme pode ilustrar muito bem o contexto em que ele se enquadra. Não
importa o quanto esforçado e talentoso você seja. Tudo é
uma questão de sorte. Allen tem esforço e talento de sobra.
Sorte, talvez, nem tanto. Quem sabe essa não foi a vez em que a
bola bateu na rede e caiu do outro lado da quadra? Mais uma vez, ponto
para Woody Allen.