Carter Jenkins, Austin Robert Butler, Ashley Tisdale, Ashley Boettcher, Henri Young, Regan Young, Doris Roberts, Robert Hoffman, Kevin Nealon, Gillian Vigman, Andy Richter, Tim Meadows, Malese Jow, Megan Parker, Maggie VandenBerghe, Doug MacMillan, Warren Paeff, Thomas Haden Church, Josh Peck, Ashley Peldon, Kari Wahlgren e J.K. Simmons. |
Tudo que Tom Pearson (Carter Jenkins) queria era se tornar um cara descolado. Dono de ótimas notas na escola e uma inteligência acima da média, em sua visão garotas não olham para garotos que só tiram notas boas. Tom tem como exemplo o seu pai – Stuart Person (Kevin Nealon), um homem sério e preocupado com o bem-estar e a união da família, um perfil bem diferente do seu irmão, o descolado Nathan Person (Andy Richter).
Não é preciso ser nenhum gênio da lâmpada para adivinhar que o fato de Tom querer ser um cara descolado não irá dar muito certo. Afinal, quando queremos ser o que não somos, invariavelmente as coisas acabam saindo erradas. Porém, os erros de Tom se constituem nos acertos de Pequenos Invasores, um filme “honesto” que, em momento algum, tenta parecer descolado ou infantil a ponto de pressupor que crianças são estúpidas, como é o caso do também recente A Pedra Mágica.
Embora o centro da trama de Pequenos Invasores esteja na improvável, mas convincente, invasão alienígena à Terra, por parte de pequenas criaturas atrapalhadas e divertidas, a sub-trama da família Person, que tenta trazer Tom de volta ao convívio familiar, não é desprezada e, de maneira agradável, é conduzida sem sobressaltos ou furos até o final da produção.
A direção de John Schultz (Casados com o Azar) acerta ao utilizar referências interessantes ao cotidiano dos adolescentes que parecem dominar tudo sobre o mundo da tecnologia e dos games. Da mesma forma, propõe alguns contrapontos e ilustra-os muito bem – como na sequência em que os gêmeos Art Pearson (Henri Young) e Lee Pearson (Regan Young) se assustam ao verem um telefone antigo, de discar, ou “sem botões”, como dizem, e ficam sem saber o que fazer.
Se as referências são inteligentes, tornar os efeitos especiais verossímeis para um público acostumado com a qualidade gráfica de jogos como Halo, por exemplo, é mais uma das obrigações cumpridas por Pequenos Invasores e, por sinal, muito bem. As cenas de ação, com seqüências de luta abusando de efeitos especiais, como o já tradicional bullet time, também se mostram divertidas ao fazerem referências diretas a clássicos jogos de luta como Street Fighter.
Obviamente Pequenos Invasores não é nenhuma obra de arte. No entanto, à maneira com que se propõe a apresentar sua idéia e pertinente e condizente com a faixa etária pré-adolescente que, provavelmente, se constituirá na maior parte do público da produção. Para os fãs, outro atrativo é a participação da cantora e atriz Ashley Tisdale (High School Musical 3 – O Ano da Formatura), no papel de Bethany Pearson, irmã de Tom. Simples, mas eficiente, Pequenos Invasores é uma boa opção familiar nos cinemas e deverá ter uma carreira estável quando lançado no mercado de home vídeo.
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