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::.. O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN ..::
::.. Sinopse ..::
Dois jovens se conhecem no trabalho em uma montanha isolada, iniciando no local um relacionamento amoroso.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Brokeback Mountain.
Origem:
Estados Unidos, 2005.
Direção:
Ang Lee.
Roteiro:
Larry McMurtry e Diana Ossana, baseado em conto de E. Annie Proulx.
Produção:
Diana Ossana e James Schamus.
Fotografia:
Rodrigo Prieto.
Edição:
Geraldini Peroni.
Música:
Gustavo Santaolalla.
::.. Elenco ..::
Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Randy Quaid, Anne Hathaway, Michelle Williams, Valerie Planche, Graham Beckel, David Harbour, Kate Mara, Roberta Maxwell, Peter McRobbie, Anna Faris, Linda Cardellini, Scott Michael Campbell, David Trimble, Larry Reese, Marty Antonini, Don Bland, Don Bland, Steven Cree Molison, Duval Lang, Dean Barrett, Hannah Stewart, Mary Liboiron, Brooklynn Proulx, James Baker, James Baker, Sarah Hyslop, Jerry Callaghan, Cheyenne Hill, Ken Zilka, John Tench, Will Martin, Gary Lauder, Christian Fraser, Cam Sutherland e Tom Carey.
::.. Site Oficial ..::
http://www.brokebackmountain.com
::.. Premiações ..::
Oscar de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora.

Globo de Ouro
de Melhor Filme Drama, Melhor Diretor, Melhor Canção Original e Melhor Roteiro.

BAFTA de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante - Jake Gyllenhaal e Melhor Roteiro Adaptado.

MTV Movie Awards
de Melhor Performance - Jake Gyllenhaal e Melhor Beijo.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator - Heath Ledger, Melhor Ator Coadjuvante - Jake Gyllenhaal, Melhor Atriz Coadjuvante - Michelle Williams e Melhor Fotografia.

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator / Drama - Heath Ledger, Melhor Atriz Coadjuvante - Michelle Williams e Melhor Trilha Sonora.

Indicado ao BAFTA de Melhor Ator - Heath Ledger, Melhor Atriz Coadjuvante - Michelle Williams, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
::.. Saiba mais ..::
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::.. Crítica ..::
Há uma frase em O Segredo de Brokeback Mountain que diz mais ou menos assim: "quem se acostumou a nunca ter nada, não precisa de nada para viver". Não só na relação entre os caubóis Jack e Enne ela se aplica bem como também ao atual momento do cinema norte-americano e, por consequência, mundial.

Com oito indicações ao Oscar, 4 Globos de Ouro no currículo e uma infinidade de prêmios em outros sindicatos e associações do meio cinematográfico, poucas vezes um filme despontou com tamanho favoritismo a uma estatueta de melhor filme como o trabalho realizado por Ang Lee. Isso faz de Brokeback Mountain um filme sensacional? Sim e não.

É bem verdade que em seus aspectos técnicos, Brokeback recebe com louvor a nota máxima. A começar pelo belíssimo trabalho de direção de Ang Lee, que aborda um tema delicado de uma maneira sensível e longe de apelos vulgares comuns a filmes que tratam do homossexualismo. Heath Ledger e Jake Gyllenhaal também colaboram sobremaneira para o bom resultado com atuações soberbas, sem cair em clichês e excessos - também comuns às figuras do gay ou do caubói durão. A bela trilha de Gustavo Santaolalla, o mesmo de Diários de Motocicleta, também pontua o filme em um ritmo que colabora muito com seu desenvolvimento. O tema não poderia ser mais atual - dois caubóis se conhecem em uma montanha e iniciam um relação amorosa às escondidas - e controverso.

Mas há ressalvas: apesar do tom acertado do roteiro - que conta com um final surpreendente que acentua ainda mais a relação entre eles e transmite ao público o mesmo sentimento do personagem principal - o filme acaba se tornando um pouco cansativo, com algumas poucas cenas repetitivas. A tentativa de Ang Lee, em não julgar seus personagens pelas suas atitudes "não-convencionais", acaba minimizando o fato de ambos traírem suas esposas "em nome de um amor maior", o que o deixa, no mínimo, longe da isenção.

Em síntese, Brokeback é um excelente filme se analisado em seus aspectos individuais. Já em termos gerais, pode ser considerado um bom filme, mas muito longe do alarde feito mundo afora - aliás, claramente protagonizado pela polêmica em si do tema, do que pelo filme propriamente.

Sua posição de "principal filme lançado em 2005" reflete o fraco desempenho das bilheterias em todo o planeta e a qualidade questionável da maioria das produções que chegaram às telas no ano passado. Em termos artísticos não há nada de especial - no entanto o tema polêmico (tônica dominante do Oscar 2006, como em Munique, Boa Noite e Boa Sorte e Crash - No Limite) o qualifica como "mais ousado", mas não vai muito além.

Brokeback vale a pena ser visto, sem dúvida nenhuma. No entanto deve ser visto livre de conceitos e pré-conceitos, seja quanto ao tema ou quanto qualidade do filme. Quem for mais conservador e deixar de ver por querer se poupar de imagens desagradáveis sairá perdendo. Quem for na expectativa de ver um filme sensacional, também. De resto é assistir de mente aberta ao trabalho de Ang Lee sem se preocupar com opiniões e ideologias. Nesse ponto, sem dúvida nenhuma, Brokeback mostra sua força o que, nos dias atuais, não é pouca coisa. Infelizmente.