Eric
Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds, Mathieu Kassovitz, Hanns Zischler,
Ayelet Zorer, Geoffrey Rush, Gila Almagor, Michael Lonsdale, Mathieu Amalric,
Moritz Bleibtreu, Valeria Bruni Tedeschi, Meret Becker, Marie-Josée
Croze, Yvan Attal, Ami Weinberg, Lynn Cohen, Amos Lavi, Moshe Ivgy, Michael
Warshaviak, Ohad Shahar, Rafael Tabor, Sharon Alexander, Samuel Calderon,
Oded Teomi, Alon Abutbul, Makram Khoury, Yigal Naor, Hiam Abbass, Mouna
Soualen, Mostefa Djadjam, Assi Cohen, Lisa Werlinder, Djemel Barek, Dirar
Suleiman, Ziad Adwan, Bijan Daneshmand, Rim Turkhi, Jonathan Rozen, Charley
Gilleran, Jonathan Uziel, Guy Zoaretz, Yossi Sagie, Liron Levo, Ohad Knoller,
Lyes Salem, Carim Messalti, Hichem Yacoubi, Omar Mostafa, Mahmoud Zemmouri,
Souad Amidou, Amrou Alkadhi, Omar Metwally, Nasser Memarzia, Abdelhafid
Metalsi, Karim Quayouh, Mihalis Giannatos, Faruk Pruti, Rad Lazar, Laurence
Février, Habir Yahya, Mehdi Nebbou, Hicham Nazzal, Lemir Guerfa,
Hisham Silman, Brian Goodman, Richard Brake, Robert John Burke, Yehuda
Levi, Danny Zahavi, Itay Barnea, Elyse Klaits, Nabil Yajjou, Karim Salah,
Merik Tadros, Mousa Kraish, Karim Saidi, Mohammed Khouas, David Ali Hamade,
Ben Youcef, Sami Samir, Guri Weinburg, Sam Feuer, Sabi Dorr, Wojciech
Machnicki, David Feldman, Ori Pfeffer, Shmuel Edelman, Joseph Sokolsky,
Lior Perel, Ossie Beck, Guy Amir, Haguy Wigdor, Roy Avigdori, Kevin Collins,
Daniel Bess, Baya Belal, Ula Tabari, Saïda Bekkouche, Fattouma Ousliha
Bouamari, Alexander Beyer, Amos Shoub, Geoffrey Dowell, Rana Werbin, Jane
Garda, Félicité Du Jeu, Gil Soriano, Mordechai Ben-Shachar,
Amina Al-Aidroos, Leda Mansour, Sasha Spielberg, Renana Raz, Hagit Dasberg-Shamul,
Patrick Kennedy, Stéphane Freiss, Arturo Arribas, Yaron Josef Motolla,
Jalil Naciri, Martin Ontrop, Joram Voelklein, Michael Schenk, Andreas
Lust e Tom Wlaschiha. |
Poucos
homens em Hollywood conseguiram tanto sucesso nas últimas duas
décadas como o cineasta Steven Spielberg. Dono de um currículo
invejável, com um sem número de sucessos de bilheteria e
público, Spielberg é também um produtor de sucesso
e parece ter um faro infalível para as sensações
e expectativas do grande público.
Foi assim em sucessos que dirigiu, como E.T
– O Extra-Terrestre, Tubarão, Jurassic Park, A
Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, ou produziu, como
Poltergeist – O Fenômeno e o mais recente concorrente ao Oscar Memórias
de Uma Gueixa. Em 2006, Spielberg estará presente no Oscar
com nada mais nada menos que três produções. Guerra
dos Mundos, com três indicações em categorias técnicas,
Memórias de Uma Gueixa, com outras seis indicações,
e por fim Munique, com outras cinco.
Spielberg, especialista em criar fantasias e ilusões nas telonas,
trabalha sempre com a mesma equipe. Michael Kahn na edição,
Janusz Kaminski, na fotografia, e John Williams – o recordista de indicações
ao Oscar, com mais duas nesse ano – criando as trilhas sonoras. No mundo
de Steven e seus amigos nada parece ser impossível. Talvez seja
esse o grande problema de Munique.
O filme se propõe a ser fiel aos fatos e não tirar suas
próprias conclusões a respeito do atentado cometido por
terroristas árabes na vila olímpica de Munique, durante
as Olimpíadas de 1976. É bem verdade que caminhar sobre
a imparcialidade é como andar sobre uma linha muito tênue,
quase invisível, e nem sempre é possível tamanho
equilíbrio. Porém, a falta de ousadia de tentar ao menos
caminhar sobre ela pode fazer com que uma obra caminhe para o outro lado,
o da omissão.
Spielberg escolheu fazer este filme por ser este um genuíno drama
judaico, povo do qual é originário. Até aí,
nada de errado, pelo contrário. Nada melhor do que “cantar a sua
aldeia”, como dizia o poeta paranaense Paulo Leminski. Mas sua dita imparcialidade
soa superficial quando humaniza o terror, justifica suas ações
e reações, não julga e inocenta seus artífices,
deixando claro que ao invés de judeus e palestinos poderia ser
qualquer um outro povo em seu lugar.
Longe de ser essa a linha de raciocínio de ambos os lados, a causa
palestina e os conflitos na região têm raízes muito
mais antigas e fortes do que razões políticas ou raciais.
Este não é um conflito qualquer, embora para Spielberg pareça
ser.
Sua “ingenuidade”, ou talvez omissão, não tiram o brilhantismo
do filme. No entanto, Munique está longe do nível de suas
principais obras e por razões que poucos poderiam compreender chega
a uma indicação ao Oscar de melhor filme, deixando para
trás obras como Flores Partidas ou O Jardineiro Fiel.
Em busca de sua identidade, Spielberg se perde com um filme fora de suas
características e retratado com pouca personalidade. Na sua busca
por agradar um número maior de pessoas, judeus e não judeus,
Steven não ousou caminhar sobre a frágil linha entre a imparcialidade
e a omissão. Acabou mais perto da segunda opção,
o que é uma pena, pois um tema rico como essa desavença,
certamente, merecia contornos melhores ainda mais se tratando de um cineasta
com uma história tão bem sucedida no cinema mundial. |