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::.. MUNIQUE ..::
::.. Sinopse ..::
O filme retrata a tragédia real acontecida durante as Olimpíadas de Munique em 1972, quando houve um atentado à delegação de Israel na vila olímpica.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: Munich.
Origem:
Estados Unidos, 2005.
Direção:
Steven Spielberg.
Roteiro:
Tony Kushner e Eric Roth, baseado em livro de George Jonas.
Produção:
Kathleen Kennedy, Barry Mendel, Colin Wilson e Steven Spielberg.
Fotografia:
Janusz Kaminski.
Edição:
Michael Kahn.
Música: John Williams.
::.. Elenco ..::
Eric Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds, Mathieu Kassovitz, Hanns Zischler, Ayelet Zorer, Geoffrey Rush, Gila Almagor, Michael Lonsdale, Mathieu Amalric, Moritz Bleibtreu, Valeria Bruni Tedeschi, Meret Becker, Marie-Josée Croze, Yvan Attal, Ami Weinberg, Lynn Cohen, Amos Lavi, Moshe Ivgy, Michael Warshaviak, Ohad Shahar, Rafael Tabor, Sharon Alexander, Samuel Calderon, Oded Teomi, Alon Abutbul, Makram Khoury, Yigal Naor, Hiam Abbass, Mouna Soualen, Mostefa Djadjam, Assi Cohen, Lisa Werlinder, Djemel Barek, Dirar Suleiman, Ziad Adwan, Bijan Daneshmand, Rim Turkhi, Jonathan Rozen, Charley Gilleran, Jonathan Uziel, Guy Zoaretz, Yossi Sagie, Liron Levo, Ohad Knoller, Lyes Salem, Carim Messalti, Hichem Yacoubi, Omar Mostafa, Mahmoud Zemmouri, Souad Amidou, Amrou Alkadhi, Omar Metwally, Nasser Memarzia, Abdelhafid Metalsi, Karim Quayouh, Mihalis Giannatos, Faruk Pruti, Rad Lazar, Laurence Février, Habir Yahya, Mehdi Nebbou, Hicham Nazzal, Lemir Guerfa, Hisham Silman, Brian Goodman, Richard Brake, Robert John Burke, Yehuda Levi, Danny Zahavi, Itay Barnea, Elyse Klaits, Nabil Yajjou, Karim Salah, Merik Tadros, Mousa Kraish, Karim Saidi, Mohammed Khouas, David Ali Hamade, Ben Youcef, Sami Samir, Guri Weinburg, Sam Feuer, Sabi Dorr, Wojciech Machnicki, David Feldman, Ori Pfeffer, Shmuel Edelman, Joseph Sokolsky, Lior Perel, Ossie Beck, Guy Amir, Haguy Wigdor, Roy Avigdori, Kevin Collins, Daniel Bess, Baya Belal, Ula Tabari, Saïda Bekkouche, Fattouma Ousliha Bouamari, Alexander Beyer, Amos Shoub, Geoffrey Dowell, Rana Werbin, Jane Garda, Félicité Du Jeu, Gil Soriano, Mordechai Ben-Shachar, Amina Al-Aidroos, Leda Mansour, Sasha Spielberg, Renana Raz, Hagit Dasberg-Shamul, Patrick Kennedy, Stéphane Freiss, Arturo Arribas, Yaron Josef Motolla, Jalil Naciri, Martin Ontrop, Joram Voelklein, Michael Schenk, Andreas Lust e Tom Wlaschiha.
::.. Site Oficial ..::
http://www.munichmovie.com
::.. Premiações ..::
Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Diretor e Melhor Roteiro.
::.. Saiba mais ..::
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::.. Crítica ..::
Poucos homens em Hollywood conseguiram tanto sucesso nas últimas duas décadas como o cineasta Steven Spielberg. Dono de um currículo invejável, com um sem número de sucessos de bilheteria e público, Spielberg é também um produtor de sucesso e parece ter um faro infalível para as sensações e expectativas do grande público.

Foi assim em sucessos que dirigiu, como E.T – O Extra-Terrestre, Tubarão, Jurassic Park, A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, ou produziu, como Poltergeist – O Fenômeno e o mais recente concorrente ao Oscar Memórias de Uma Gueixa. Em 2006, Spielberg estará presente no Oscar com nada mais nada menos que três produções. Guerra dos Mundos, com três indicações em categorias técnicas, Memórias de Uma Gueixa, com outras seis indicações, e por fim Munique, com outras cinco.

Spielberg, especialista em criar fantasias e ilusões nas telonas, trabalha sempre com a mesma equipe. Michael Kahn na edição, Janusz Kaminski, na fotografia, e John Williams – o recordista de indicações ao Oscar, com mais duas nesse ano – criando as trilhas sonoras. No mundo de Steven e seus amigos nada parece ser impossível. Talvez seja esse o grande problema de Munique.

O filme se propõe a ser fiel aos fatos e não tirar suas próprias conclusões a respeito do atentado cometido por terroristas árabes na vila olímpica de Munique, durante as Olimpíadas de 1976. É bem verdade que caminhar sobre a imparcialidade é como andar sobre uma linha muito tênue, quase invisível, e nem sempre é possível tamanho equilíbrio. Porém, a falta de ousadia de tentar ao menos caminhar sobre ela pode fazer com que uma obra caminhe para o outro lado, o da omissão.

Spielberg escolheu fazer este filme por ser este um genuíno drama judaico, povo do qual é originário. Até aí, nada de errado, pelo contrário. Nada melhor do que “cantar a sua aldeia”, como dizia o poeta paranaense Paulo Leminski. Mas sua dita imparcialidade soa superficial quando humaniza o terror, justifica suas ações e reações, não julga e inocenta seus artífices, deixando claro que ao invés de judeus e palestinos poderia ser qualquer um outro povo em seu lugar.

Longe de ser essa a linha de raciocínio de ambos os lados, a causa palestina e os conflitos na região têm raízes muito mais antigas e fortes do que razões políticas ou raciais. Este não é um conflito qualquer, embora para Spielberg pareça ser.

Sua “ingenuidade”, ou talvez omissão, não tiram o brilhantismo do filme. No entanto, Munique está longe do nível de suas principais obras e por razões que poucos poderiam compreender chega a uma indicação ao Oscar de melhor filme, deixando para trás obras como Flores Partidas ou O Jardineiro Fiel.

Em busca de sua identidade, Spielberg se perde com um filme fora de suas características e retratado com pouca personalidade. Na sua busca por agradar um número maior de pessoas, judeus e não judeus, Steven não ousou caminhar sobre a frágil linha entre a imparcialidade e a omissão. Acabou mais perto da segunda opção, o que é uma pena, pois um tema rico como essa desavença, certamente, merecia contornos melhores ainda mais se tratando de um cineasta com uma história tão bem sucedida no cinema mundial.