Um herói mal visto pelo público recebe a ajuda de um relações públicas, que deseja melhorar sua imagem.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: Hancock.
Origem: Estados Unidos, 2008.
Direção: Peter Berg.
Roteiro: Vincent Ngo e Vince Gilligan.
Produção: Akiva Goldsman, James Lassiter, Michael Mann e Will Smith.
Fotografia: Tobias A. Schliessler.
Edição: Colby Parker Jr. e Paul Rubell.
Música: John Powell.
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Elenco ..::
Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman, Jae Head, Eddie Marsan, David Mattey, Maetrix Fitten, Thomas Lennon, Johnny Galecki, Hayley Marie Norman, Dorothy Cecchi, Michelle Lemon, Akiva Goldsman, Michael Mann, Brad Leland, Trieu Tran, Darrell Foster, Liz Wicker, Taylor Gilbert, Caroll Tohme, Barbara Ali, Ryan Radis, Elizabeth Dennehy, Darren Dowler, John Frazier, Daeg Faerch, Matt King, Martin Magdaleno, Ronald W. Howard, Gregg Daniel, Nancy Grace, Atticus Shaffer, Aaron Henderson, Huy Nguyen, Mary-Jessica Pitts, Kalee St. Clair, Donald Gibb, Ralph Richeson, Allan Havey, Timothy Brennen, Anthony Ledesma, Steven Pierce, Dominic Prampin, Daniel Quinn, Mars Crain, Jack Axelrod, Eddie J. Fernandez, Martin Klebba, Richard W. Gallegos, Marc C. Geschwind, Rob Maron, Aisha Jau, Pritam Singh Biring, Cher Calvin, Bill McMullen e Les Gardonyi.
- O roteiro originalmente se chamava "Tonight, He Comes" e ficou por mais de uma década sendo analisado pelos estúdios de Hollywood.
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Crítica ..::
Em uma lista recente, divulgada pela revista Forbes, Will Smith, em meio a tantos astros foi classificado em primeiro lugar entre os atores que mais faturaram com seus filmes nos últimos 12 meses. Seus ganhos foram próximos da marca de US$ 80 milhões, marca atingida com basicamente três filmes: À Procura da Felicidade, Eu Sou a Lenda e, agora, Hancock.
Tanto sucesso tem uma explicação: carisma e talento. Em À Procura da Felicidade, contracenando ao lado do seu filho, Will Smith, além de conduzir seu papel com muita segurança, tem como base um roteiro bem construído e uma história de vida real capaz de emocionar qualquer um. Pode se dizer que este um tipo de filme que ficará por gerações e gerações, e sempre será lembrado pelos seus ensinamentos.
Em seguida veio Eu Sou a Lenda. Mais uma vez, uma oportunidade única para Smith brilhar. Durante mais de uma hora ele contracena com ele mesmo, um cachorro e alguns bonecos. Nada mais. Não é um trabalho para qualquer um e seria muito fácil que ele se perdesse, mas não foi o que aconteceu. Pelo contrário. Graças a ele o filme mantém um bom nível justamente na sua primeira hora, se perdendo um pouco no final quando tenta misturar zumbis e vampiros e apresenta certas viradas pouco convincentes. Mas nada que prejudique o trabalho final.
Eis que surge Hancock. A idéia do super-herói anti-herói rodou em Hollywood por mais de dez anos antes de chegar em definitivo às telas. E ela foi cair nas mãos de três nomes de quem, no mínimo, se espera algo de muita qualidade. Will Smith, Akiva Goldsman (roteirista de Uma Mente Brilhante e O Código Da Vinci) e Michael Mann (diretor de Colateral e Fogo Contra Fogo). Por isso, realmente é de se estranhar que o resultado final. Depois de tanto tempo, apresente tantos furos e seja tão modesto.
Os primeiros trinta minutos de filme mereceriam uma nota alta. Will Smith é Hancock, um herói alcóolatra e com super poderes, mas que causa um grande estrago cada vez que usa suas habilidades. Desajeitado e pouco preocupado com as conseqüências de tudo que está à sua volta, ele é amado e odiado ao mesmo tempo, e não parece se importar com nenhum dos sentimentos. Apenas com ele mesmo.
Até que surge em sua vida o utópico relações públicas que planeja mudar a sua imagem perante à população. E, claro, para isso precisa convence-lo a refletir sobre seus atos e fazer com que Hancock realmente acredite em toda a transformação de si próprio que está sendo proposta. Fosse por aí o filme seria excelente.
Mas eis que na metade do filme há uma grande surpresa. Grande mesmo, algo que muda completamente o destino da história, e o que parecia estar caminhando em determinada direção, corre de maneira oposta, irregular e sem a mínima necessidade. Uma luta entre dois super-heróis, que não justifica a existência de um ou a ausência de outro, que não deixa clara as suas origens e que não encerra a trama de maneira satisfatória. A impressão que dá é que alguém teve uma boa idéia, não soube desenvolve-la, e por não saber como terminar o filme inventou algo no meio da trama que caberia muito bem numa seqüência, mas não ali.
Infelizmente o que Will Smith constrói nos primeiros trinta minutos, o fraco e confuso roteiro de Hancock se encarrega destruir nos outros quarenta e cinco minutos restantes. Realmente uma pena, já que havia potencial para muito mais, pois Hancock é um personagem rico e, em tese, fácil de ser explorado. A sensação que fica é ruim, um vazio no ar. Seria mais ou menos como comprar um carro zero, do modelo mais bonito do mercado, mas com um motor que depois dos primeiros 100km nos deixa na mão. E sem estepe.