Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez, Betty Buckley, Spencer Breslin, Robert Bailey Jr., Frank Collison, Jeremy Strong, Alan Ruck, Victoria Clark, M. Night Shyamalan, Alison Folland, Kristen Connolly, Cornell Womack, Curtis L. McClarin, Robert Lenzi, Derege Harding, Kerry O'Malley, Shayna Levine, Stéphane Debac, Cyrille Thouvenin, Babita Hariani, Alicia Taylor, Edward James Hyland, Armand Schultz, Stephen Singer, Sophie Burke, Alex Van Kooy, Charlie Saxton, Kathy Lee Hart, Lisa Furst, Rick Foster, Marc H. Glick, Don Castro, Bill Chemerka, Jann Ellis, Whitney Sugarman, Greg Wood, Peter Appel, Eoin O'Shea, Michael Quinlan, Lyman Chen, Brian O'Halloran, Rich Chew, Keith Bullard, Joel de la Fuente, Mara Hobel, James Breen, Brian Anthony Wilson, Greg Smith, Ukee Washington, John Ottavino, Sid Doherty, Wes Heywood, Nancy Sokerka, Julia Yorks, Kirk Penberthy e Allie Habberstad. |
Poucas pessoas surgiram com tanto estardalhaço em Hollywood como o diretor indiano M. Night Shyamalan. O Sexto Sentido, lançado em 1999, caiu nas graças do público e da crítica, recebendo seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme.
Mas, se por um lado, a ascensão foi meteórica, sua queda vem sendo gradual e livre. Fim dos Tempos é o seu sexto filme na direção e, infelizmente, o pior de todos eles. Como todos os filmes de Shyamalan, a premissa sempre é inteligente e interessante. Aqui, um estranho fenômeno ocorre na Filadélfia. Uma onda de suicídios, inexplicáveis, que atinge praticamente toda a população da cidade. Até aí tudo bem. Somente até ai.
Desde o primeiro minuto até a última cena há uma sensação de estagnação. Não há nenhum clímax arrebatador, os pontos de virada da história são simplistas e monótonos. O resultado é uma produção cansativa, que lança uma idéia no ar e pouco se preocupa em sequer especular prováveis causas com alguma profundidade. Conseqüentemente, também não espere por explicações ou conclusões.
Alguns contra-sensos no roteiro e um clima de “alerta global” um pouco forçado, faz Fim dos Tempos parecer um rebelde sem causa, com um discurso rasteiro de advertência de que o resultado de fenômenos naturais “inexplicáveis”, no fundo, no fundo, é resultado apenas de nossas ações. E daí?
Se por um lado não há nenhum tipo de lição de moral ou detalhes mastigadinhos para o espectador (o que é bom), por outro a apresentação da história é tão insossa e desinteressante quanto as atitudes de Elliot Moore (Mark Whalberg).
Aliás, Mark Wahlberg tem uma atuação tão inexpressiva, na pele do professor Elliot Moore, que fica difícil saber o que é pior: sua interpretação ou o próprio papel – o de um homem comum atordoado com todos os absurdos que vê à sua volta.
Pode até se levar em consideração a proposta do diretor em produzir Fim dos Tempos. Agora sejam lá quais tenham sido as melhores das suas intenções, o resultado nas telas é uma verdadeira catástrofe. Lamentável que alguém como Shyamalan, de quem se esperava tanto, esteja à frente de algo tão ruim. |