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::.. EU SOU A LENDA ..::
::.. Sinopse ..::
A população de Nova York foi dizimada por um vírus mortal. Um brilhante cientista é imune ao vírus e tenta encontrar outros sobreviventes, ao mesmo tempo em que busca um antídoto.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: I Am Legend.
Origem:
Estados Unidos, 2007.
Direção:
Francis Lawrence.
Roteiro:
Mark Protosevich e Akiva Goldsman, baseado em roteiro de John William Corrington e Joyce Hooper Corrington e em livro de Richard Matheson.
Produção:
Akiva Goldsman, David Heyman, James Lassiter, Neal H. Moritz e Erwin Stoff.
Fotografia:
Andrew Lesnie.
Edição:
Wayne Wahrman.
Música:
James Newton Howard.
::.. Elenco ..::
Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith, Darrell Foster, April Grace, Dash Mihok, Joanna Numata, Samuel Glen, James Michael McCauley, Marin Ireland, Pedro Mojica, Anthony C. Mazza, Steve Cirbus, Calista Hill, Gabriella Hill, Madeline Hill, Adhi Sharma, Tyree Michael Simpson, Blake Lange, Alexander DiPersia, Abraham Sparrow, Pat Fraley, Caitlin McHugh, Deborah Collins, Mike Patton, Abby, Katherine Brook, Vince Cupone, Lynna' Davis, Anika Ellis, Exo, John Grady, Moses Harris Jr., Kennis Hawkins, Marc Inniss, Eric Jenkins, Reed Kelly, Grasan Kingsberry, Kona, Heather Lang, Drew Leary, Asa Liebmann, Deborah Lohse, Jon-Paul Mateo, Ian Mclaughlin, Luke Miller, Courtney Munch, Kimberly Shannon Murphy, Okwui Okpokwasili, Erin Owen, Victor Paguia, Paradox Pollack, Will Rawls, William Schultz, Hollie K. Seidel, Hannah Sim, Eric Spear, Mark Steger, Charlie Sutton, Anthony Vincent e Greg Wattkis.
::.. Site Oficial ..::
http://wwws.br.warnerbros.com/iamlegend
::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
- A Warner Bros detém os direitos do livro de Richard Matheson desde a década de 70.

- Originalmente seria realizado na década de 90, com Ridley Scott como diretor e Arnold Schwarzenegger como protagonista. Entretanto o orçamento cresceu tanto que ambos deixaram o projeto.

- As cenas na ponte do Brooklyn utilizaram mais de mil extras, além de aviões e veículos militares. O custo estimado pelos produtores para a realização de 6 noites de filmagens foi de US$ 5 milhões.
::.. Crítica ..::

A criatividade humana é mesmo algo impressionante. Diversos escritores, num exercício de futurologia já apresentaram suas visões de mundo – quase sempre catastróficas – para a Terra. Richard Matheson, no livro que dá origem ao filme, previu sistemas e tendências de comportamento humano que chegam a assustar pela enorme precisão – ou coincidência – com que volta e meia acontecem por aí.

Eu Sou a Lenda (I Am Legend) é mais uma das previsões fatídicas cabíveis e atuais em tempos de aquecimento global e armas biológicas. Diferente de uma das adaptações de Matheson para o cinema – A Última Esperança da Terra, com Charlton Heston, é a mais conhecida delas – o inimigo não é um sistema. A luta desta vez é contra um vilão desconhecido, invisível, praticamente imortal.

Robert Neville (Will Smith) é um cientista que vaga pela abandonada cidade de Nova York, colocada sob quarentena depois da ameaça de dispersão de um vírus letal, que transforma suas vítimas em espécies de zumbis, sensíveis a luz do sol. Neville acredita ser o último homem da Terra e, em seu laboratório, busca a descoberta da cura para o vírus que ajudou a criar.

E é no silêncio angustiante da metrópole abandonada que Will Smith se destaca, contracenando consigo mesmo, com manequins e com um cachorro, seu companheiro inseparável. Há algumas cenas – como a de Neville caçando cervos em plena Manhattan – de um absurdo tão chocante que chegam a ser poéticas, devido a sua ousadia e simplicidade. O bom roteiro do premiado Akiva Goldsman (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vinci) não chega ser brilhante, mas é o suficiente para entreter o espectador do começo ao fim da superprodução dirigida por Francis Lawrence.

Outro destaque positivo fica por conta da brasileira Alice Braga. Sua atuação, nos últimos 30 minutos de filme, fica a altura da de Will Smith e ela corresponde com firmeza a responsabilidade de um dos papéis-chave da trama.

           
A direção do filme se mostra acertada, ao explorar os aspectos psicológicos dos personagens e deixar em segundo plano a ação – presente, mas somente a partir da metade do filme – o terror e o suspense gratuitos. Aqui cabe uma ressalva. Essa “virada” é bastante nítida na metade da trama e acontece de uma maneira pouco convincente – Neville cai em uma armadilha bastante forçada – e daí por diante o filme ganha outros contornos. Erro crasso pra uma produção que tinha pretensões maiores em premiações como Oscar e Globo de Ouro, mas que, certamente, não deve afetar em nada os resultados do filme nas bilheterias
Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
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