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::.. EFEITO BORBOLETA - REVELAÇÃO ..::
::.. Sinopse ..::
A habilidade de Sam de ir e voltar no tempo tem sido ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição. Por um lado, ele pode usar as suas habilidades para ajudar a polícia a resolver os crimes mais horríveis, mas, por outro, ele não pode interferir no que presencia. Ele sabe que fazer isso pode alterar o presente de maneiras terríveis.
::.. Ficha Técnica ..::
Título Original: The Butterfly Effect 3: Revelations.
Origem:
Estados Unidos, 2009.
Direção:
Seth Grossman.
Roteiro:
Holly Brix.
Produção:
A. J. Dix e J. C. Spink.
Fotografia:
Dan Stoloff.
Edição:
Ed Marx.
Música:
Adam Balazs.
::.. Elenco ..::
Chris Carmack, Rachel Miner, Melissa Jones, Kevin Yon, Lynch R. Travis, Sarah Habel, Mia Serafino, Hugh Maguire, Richard Wilkinson, Chantel Giacalone, Michael Ellison, Ulysses Hernandez, Linda Boston, Michael Paul Place, Catherine Towne, Emily Sutton-Smith, Dennis North, Trevor Callaghan, Peter Malota, Sonya A. Avakian, Alexis Sturr, Andrea Foster, Daniel Spink, Shawntay Dalon, Dwayne Roszkowski, Tom Stewart e LaKesha Taylor.
::.. Site Oficial ..::
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::.. Premiações ..::
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::.. Saiba mais ..::
Terceiro filme da série. Os demais foram Efeito Borboleta (2004) e Efeito Borboleta 2 (2006).
::.. Crítica ..::

Efeito Borboleta - Revelação é um daqueles filmes terriveis, que fazem você pensar naquela pergunta fatídica quando está dentro de uma sala de cinema: o que estou fazendo aqui? A estrutura dos trinta primeiros minutos é tão previsível e segue tão ao pé da letra os macetes ensinados nos livros sobre criação de roteiros que é espantoso perceber como os padrões estipulados no livro “A Jornada do Escritor”, por Joseph Campbell são capazes de apresentar praticamente qualquer tipo de história e, ainda assim, revelar elementos mínimos de criatividade.

Porém, mesmo seguindo a cartilha, o diretor Seth Grossman (The Elephant King) consegue apresentar sua história de uma maneira tão rápida e forçada, que a impressão que se tem é que o filme vai terminar antes dos primeiros quarenta minutos. Na trama acompanhamos Sam Reide (Chris Carmack), um jovem atormentado que tem a incrível capacidade de dar saltos no tempo e voltar em momentos específicos do passado. Atuando apenas como um observador, ele usa o seu dom para ajudar a polícia a desvendar alguns assassinatos.

Quando Elizabeth (Sarah Habel), irmã de sua ex-namorada que foi assassinada, pede para que ele volte no tempo e descubra quem foi o autor do crime, a fim de evitar que um inocente seja executado, Sam se vê inseguro e prestes a quebrar uma regra dos seus “saltos”. Ao voltar ao passado ele jamais deve intervir. Mas como deixar de intervir na morte de sua ex-namorada? E quais as conseqüências futuras de alterar o passado? A premissa poderia até funcionar se essa “indecisão” – ou como Joseph Campbell ilustraria “a recusa inicial do chamado à ação”, leva apenas cinco minutos. Ou seja, deveria haver uma tensão aí, mas não há.

O que se sucede na sequência são saltos e mais saltos para o passado, em que sempre alguma coisa é alterada e, claro, sempre com uma conseqüência desastrosa para Sam. Quando ele volta de suas viagens, tudo parece estar transformado à sua volta. Menos aquilo que é conveniente para que a história funcione. Um exemplo: ao alterar um elemento do passado, Sam, no novo futuro se tornou pobre. Ok. Mas da mesma forma ele continua sendo amigo de um investigador de polícia, para o qual trabalhava. Da mesma forma ele continua morando na mesma casa. Todos continuam segundo suas vidas normalmente, apenas a vida de quem é conveniente para a trama é alterada. Forçado demais.

Se no restante do filme o roteiro do estreante Holly Brix abusa dos pontos de virada, possíveis e facilmente explicáveis após cada salto no tempo, por outro lado a história acaba se resumindo a um círculo vicioso, no qual cada ação gera uma reação conseqüente, algo que só um final improvável e, de certa forma não convincente, poderia ser capaz de remendar. Para piorar, após uma clímax há uma deixa para, quem sabe, emendar um quarto filme. Completamente descartável e desinteressante, o filme consegue ser monótono em suas pouco mais de 1h20 minutos de projeção.

Certas horas fica realmente complicado de entender a mente de quem está por trás da distribuição de filmes no Brasil. Efeito Borboleta – Revelação, não demonstra potencial algum para emplacar nas telas daqui e, menos ainda, potencial para ser a principal estréia de um final de semana como aconteceu na última semana de julho. Esse é o típico filme caça-níqueis, que se aproveita da onda de um nome forte bem sucedido, e dispara algumas continuações em DVD. Sinceramente, se era pra fazer isso, ao menos que poupassem as telas e deixassem a produção para o mercado de home video.

E falando em voltar ao passado, não tenha dúvidas que se pudesse voltar lá, escolheria passar batido por Efeito Borboleta - Revelação. O filme, infelizmente, representou uma hora e trinta minutos do meu precioso tempo que não irei recuperar.

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Wikerson Landim - wikerson@portaldecinema.com.br
Publicado em: 31/07/2009
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