Os alienígenas chegaram a Terra e se instalaram como refugiados em uma área na África do Sul. Enquanto isso a MNU, uma empresa de segurança planeja ter altos lucros em cima deles controlando-os e tentando fabricar armas que utilizam as suas defesas naturais. A tensão aumenta quando um misterioso vírus que modifica o DNA das criaturas é espalhado no Distrito 9, local onde elas estão refugiadas.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: District 9.
Origem: África do Sul / Nova Zelândia, 2009.
Direção: Neill Blomkamp.
Roteiro: Neill Blomkamp e Terri Tatchell.
Produção: Peter Jackson.
Fotografia: Trent Opaloch.
Edição: Julian Clarke.
Música: Clinton Shorter.
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Elenco ..::
Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt, Sylvaine Strike, Elizabeth Mkandawie, John Summer, William Allen Young, Greg Melvill-Smith, Nick Blake, Morena Busa Sesatsa, Themba Nkosi, Mzwandile Nqoba, Barry Strydom, Jed Brophy, Louis Minnaar, Vanessa Haywood, Marian Hooman, Vittorio Leonardi, Mandla Gaduka, Johan van Schoor, Stella Steenkamp, David James, Kenneth Nkosi, Mampho Brescia, Tim Gordon, Morne Erasmus, Anthony Bishop, David Clatworthy, Mike Huff, Anthony Fridjohn, Hlengiwe Madlala, Siyabonga Radebe, Melt Sieberhagen, Andre Odendaal, Jonathan Taylor, John Ellis, Louise Saint-Claire, Alan Glauber, Nicolas Herbstein, Norman Anstey, Nick Boraine, Robert Hobbs, Sibulele Gcilitshana, Mahendra Raghunath, Phillip Mathebula, Claudine Bennent, Michelle Ayden, Antony Sarak, Billy Somagaca, Ryan Whittal, John Jacob, Yashik Maharaj, Fernando Saraiva, Sharon Waugh, Brandon Auret, Jacques Gombault, Justin Strydom, Simo Mogwaza, Theunis Nel, Sonni Chidiebere, Matt Stern, Danny Datnow, David Dukas, Daniel Hadebe, Wisani Mbokota, Craig Jackson, Justin Duplessis, Rodney Downey, Den Antonakas, Bongo Mbutuma, Johnny Selema, Mashabela Galane, Mfazwe Sekobane, Nicholas Ratlou, Saint Gregory Nwokedi, Donalson Rabisi, Zephania Sibanda, Gideon Thodane, Mdu Mthabela, David Mikhethi, Jeffries Simelane, Shafique Allan, Wendy Mbatha, Leigh Mashupye, Beauty Setai, Nkiyase Mondlana, Kuda Rusike, Morena Setatsa, Mpho Molao, Ntombi Nkuua, Absalom Dikane, Monthandazo Thomo, Norman Thabalala, Siphiwe Mbuko, Shiela Nene e Eugene Khumbanyiwa.
Indicado ao Oscar de Melhor Filme.
Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.
Indicado ao Oscar de Melhor Edição.
Indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro.
Indicado ao BAFTA de Melhor Diretor.
Indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado.
Indicado ao BAFTA de Melhor Fotografia.
Indicado ao BAFTA de Melhor Edição.
Indicado ao BAFTA de Melhor Design de Produção.
Indicado ao BAFTA de Melhor Som.
Indicado ao BAFTA de Melhores Efeitos Especiais.
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Saiba mais ..::
O orçamento de Distrito 9 foi de US$ 30 milhões e o filme arrecadou US$ 204 milhões nas bilheterias.
::.. Trailer ..::
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Crítica ..::
Poucos filmes foram tão surpreendentes em 2009 quanto Distrito 9. Adaptação de um curta-metragem dirigido pelo estreante Neill Blomkamp, o filme produzido por Peter Jackson (King Kong) reúne em si uma série de elementos inesperados e, de maneira equilibrada e criativa, consegue apresentar crítica social e entretenimento na medida certa.
Os primeiros vinte minutos da trama, praticamente, estabelecem uma sólida base de crítica ao comportamento humano, deixando o entretenimento e o ritmo mais acelerado da edição para depois. Apresentado em estilo documental, é nesses primeiros minutos que temos a explicação de tudo aquilo que está por vir, mas que, em tese, já aconteceu.
Há cerca de 20 anos uma gigantesca nave espacial estacionou sobre a cidade de Joanesburgo. Depois de algum tempo, um grupo do exército consegue invadir a nave e descobre uma colônia de alienígenas vivendo em condições precárias dentro do transporte. Eles são retirados e estabelecidos em uma colônia provisória. Em condições precárias, não demora muito para o lugar transformar-se em uma verdadeira favela.
É justamente nesse ponto que temos a primeira surpresa. Bastam vinte minutos para que todo o cenário seja levantado e, trazendo como pano de fundo, uma forte e brilhante crítica social ao mesmo comportamento com que o ser humano é tratado e a conseqüente criação das favelas – numa decadência social que passa por privação às necessidades básicas, má alimentação, exploração por parte de governos e grupos de contrabando, além de incompreensão e descaso por parte das camadas economicamente superiores da população.
A trama é sintetizada sob o ponto de vista de Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um supervisor da MNU (Multi Nacional United – outra bela alfinetada na Organização das Nações Unidas, aqui retratada como uma entidade a serviço de mega-corporações) que ganha a missão de entregar ordens de despejo aos alienígenas para sua conseqüente remoção para uma espécie de campo de concentração, longe dos arredores da cidade.
Aqui, outra surpresa. Distrito 9 é apenas o trabalho de estréia de Sharlto Copley. No entanto, sua presença na trama agindo com uma naturalidade ímpar nas sequências documentais, bem como encarnando uma transformação dramática ao longo da trama – que faz com que ele porte-se ainda como herói de ação – sua atuação é digna de atores experientes já com um histórico de produções de sucesso, a ponto de carregar sozinho, caso necessário, a condução de um filme. Sua participação é tão bem sucedida que é lamentável perceber sua ausência nas listas de melhor ator, nas principais premiações do cinema.
Com um orçamento de apenas US$ 30 milhões – pequeno para os padrões de produções norte-americanas onde os efeitos especiais têm importante papel – em nenhum momento a concepção artística deixa a desejar, mostrando que é possível apresentar um produto final equilibrado e com um custo mais baixo desde que a trama tenha condições de se sustentar junto ao público.
Embora aos poucos transite do estilo documental para o ficcional, em nenhum momento a crítica social é deixada de lado. Mesmo a partir do momento em que Wikus é contaminado com um fluído alienígena, e o seu personagem passa a ser o centro das atenções, sendo vítima de uma caçada digna de filmes como O Fugitivo, por exemplo, ainda assim, mesmo no comportamento social dos moradores diante de sua transformação ou no tratamento dado pela mídia ao fato há fortes elementos que espelham a infeliz realidade do ser humano.
Da mesma forma a montagem consegue sustentar o ritmo tanto no documentário quanto na ficção. As sequências de batalha, por exemplo, são convincentes e com cortes rápidos, tornando a cão mais acelerada e traduzindo a perfeita sensação de desespero da luta do personagem em busca de sua cura. Não se prendendo apenas aos bons efeitos especiais, a trama se mostra ainda eficiente a ponto de brindar o espectador com um final aberto e tocante, sem apelar para subtramas deixadas pela metade ou mesmo para o uso desmedido de trilha sonora para provocar emoção no espectador. A confrontação é meramente visual e de uma sutileza encantadora.
É justo colocar Distrito 9 entre as 10 melhores produções do ano. Não apenas pelo seu conteúdo e pelo belo discurso que apresenta, mas também pelas possibilidades que um filme como esse abre. Blomkamp deixa claro para a indústria do cinema, que cada vez mais apostas em filmes caros, que é possível sim produzir um blockbuster de baixo custo e com alto retorno, desde que exista por trás uma história suficientemente interessante para sustentá-lo. Em tempos de refilmagens e continuações, Distrito 9 é um sopro de criatividade na indústria e, só por isso, já merece todas as atenções e elogios.
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Achei uma bosta. Não assistem, o filme é uma piada. Rodrigo
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Muito sem pé nem cabeça. Ruim. Paulo Fernando
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É legal ver os ETs por outro ângulo: não dominando o mundo, mas sim favelados, mas o filme é bem tosco, estilo "Cloverfield". Melhor esperar passar na Tv porque não vale a pena ir no cinema não. Gilmara
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Se você fizer umaanálise da história vai achar o filme intrigante. pense nos ET como se fossem pessoas de uma minoria como as que temos na Índia, Paquistão, os judeus na época da 2° guerra mundial. Presos em guetos, segregados e sem poder trabalhar. Coloque uma industria de materiais bélicos por trás, visando apenas o lucro e explorando esta minoria, colocando um testa-de-ferro, sem muito QI para fazer o trabalho sujo. O filme é um retrato do que acontece aqui, no nosso mundo de hoje. Sem efeitos especiais milionários da industria americana, os Sul-africanos e os Neo-zelandezes dão uma mensagem bem clara contra o genocídeo e capitalismo bélico. Não é um filme para se gostar, mas para levar-nos a pensar muito. Patricia
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A real mensagem transmitida pelo filme é realmente muito bem inserida no contexto de uma trama sobre extraterrestres. Genial produção, barata, que consegue ser simples, porém refinada ao mesmo tempo. O final é espetacular. Recomendo. Rafael