Um professor de jiu-jitsu e sua esposa lutam para manter sua academia aberta, até que um acidente muda suas vidas.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: Redbelt.
Origem: Estados Unidos, 2008.
Direção: David Mamet.
Roteiro: David Mamet.
Produção: Chrisann Verges.
Fotografia: Robert Elswit.
Edição: Barbara Tulliver.
Música: Stephen Endelman.
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Elenco ..::
Chiwetel Ejiofor, Tim Allen, Alice Braga, Emily Mortimer, Joe Mantegna, Ricky Jay, Max Martini, Jose Pablo Cantillo, Rodrigo Santoro, Cyril Takayama, Randy Couture, John Machado, David Paymer, Rebecca Pidgeon, Cathy Cahlin Ryan, Jeffrey Addiss, Joseph Alfieri, Douglas Barcellos, Craig Collington Bator, Matt Cable, Ryan Everett Canfield, Steve DeCastro, Caroline de Souza Correa, Justin Fair, Scott Farrell, Hugh Fitzgerald, Mike Goldberg, Vincent Guastaferro, Damon Herriman, Kei Hirayama, Caroline Z. Hurley, Dan Inosanto, Enson Inoue, Bob Jennings, Jake M. Johnson, J.J. Johnston, Christopher Kaldor, Allison Karman, Jess King, Jean Jacques Machado, Renato Magno, Ray 'Boom Boom' Mancini, Jennifer McTamney, Marc Opitz, Emily Peck, James Ralph, Rob Reinis, Jonathan Rossetti, Lee Ryder, Tino Struckmann, Jessica Taylor, Daniel Cage Theodore, Galen Tong, Jack Wallace, Erin Anne Williams, David Kiiskinen, Ed O'Neill e John Robert.
É meio difícil falar sobre David Mamet. O cara sempre faz filmes diferentes, mas sempre sabemos que é um filme de David Mamet. É um mestre dos diálogos rápidos e inteligentes. Dirigiu filmes como Spartan e O Assalto. Para quem não lembra, Spartan é aquele filme com Val Kilmer interpretando um militar, que deve ser amigo de Jason Bourne, salvando a filha do presidente, e O Assalto é Gene Hackman mostrando que é um dos caras mais machos do cinema ao planejar um assalto de deixar Danny Ocean com vergonha. Premissas simples, mas como em todo filme de David Mamet, as tramas são explicadas por meio de diálogos, coisa que só um escritor seguro faz.
Cinturão Vermelho é um filme de artes marciais desse cara. Ou seja, as palavras contam mais que as porradas. Chiwetel Ejiofor é Mike Terry, um professor de jiu-jitsu que é contra competições, por achar que tiram a pureza do esporte e estilo de vida que tanto ama. Alice Braga é a esposa dele, sempre preocupada com as contas e com o dinheiro que o marido deixa de ganhar.
Uma noite, Mike vai pedir uma grana emprestada com o cunhado, interpretado por Rodrigo Santoro, e acaba salvando a pele do astro de cinema vivido por Tim Allen (ainda acho que foi ironia do Mamet colocar Allen nesse papel). A partir daí, Mike se envolve com o mundo do cinema e fica meio deslumbrado com tudo, mas é sacaneado pelo personagem de Joe Mantegna (lembra de Ninguém Segura Esse Bebê?) e uns empresários do ramo de competições de artes marciais.
Sim, eu não expliquei muito bem a trama, mas só porque é o tipo de filme que você deve ver sem saber o que vai acontecer. O que deixa esse filme acima do normal é que é do Mamet, e se você viu A Trapaça, sabe que quando alguém é sacaneado em seu filme, é sacaneado de verdade.
Além de mostrar algumas coisas do mundo do jiu-jitsu, Mamet escreveu um protagonista nobre, que coloca as necessidades de outras pessoas na frente das suas, um guerreiro moderno, um samurai, e Chiwetel Ejiofor está foda (perdoe o linguajar), conseguindo expressar qualquer sentimento, de raiva ou solidariedade, apenas com os olhos. Sem dúvida é melhor a atuação no filme, sendo que Alice Braga mostra que ainda não consegue atuar falando inglês e Tim Allen é Tim Allen. Ah, e Rodrigo Santoro tem diálogos (uau!). No papel de Bruno, um picareta brasileiro, ele se sai bem melhor que Alice, tanto no Inglês quanto no Português.
David Mamet deixa claro que conhece o esporte ao mostrar tanto o lado japonês quanto o lado brasileiro do negócio e nas cenas de lutas, quando Chiwetel mostra que ´´foderam com o mexicano errado´´ e decide ajeitar tudo, quebrando todos que aparecem na frente.
E, apesar do personagem de Chiwetel dizer que ensina seus alunos a prevalecer em uma luta, eu saí do cinema com vontade de ir em um bar e bater em alguém. Ou seja, entendi tudo errado.