Um cão astro de TV é transportado por engano de Hollywood para Nova York e precisa atravessar o país numa jornada que lhe dá a chance de conhecer o mundo real.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: Bolt.
Origem: Estados Unidos, 2008.
Direção: Byron Howard e Chris Williams.
Roteiro: Dan Fogleman e Chris Williams.
Produção: Clark Spencer.
Fotografia: -.
Edição: Tim Mertens.
Música: John Powell.
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Elenco ..::
John Travolta, Miley Cyrus, Susie Essman, Mark Walton, Malcolm McDowell, James Lipton, Greg Germann, Diedrich Bader, Nick Swardson, J.P. Manoux, Dan Fogelman, Kari Wahlgren, Chloe Moretz, Randy Savage, Ronn Moss, Grey DeLisle, Sean Donnellan, Lino DiSalvo, Todd Cummings, Tim Mertens, Kelly Hoover, Brian Stepanek, Jeff Bennett, Daran Norris, John Di Maggio, Jenny Lewis, Stephen J. Anderson, June Christopher, Christin Ciaccio Briggs, David Cowgill, Terri Douglas, Jackie Gonneau, Forrest Iwaszewski, Nathan Greno, Holly Kane, Daniel Kaz, Phil LaMarr, Anne Lockhart, Dara McGarry, Scott Menville, Jonathan Nichols, Paul Pape, Lynwood Robinson, Karen Ann Ryan, Tara Strong, Pepper Sweeney, Joe Whyte, Chris Williams e Elias Eliot.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação.
Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original ("I Thought I Lost You").
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Saiba mais ..::
É a primeiro filme de animação da Disney concebido e desenhado para ser exibido no formato 3-D.
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Crítica ..::
Durante muitos anos, Walt Disney foi sinônimo do que havia de mais alta qualidade em termos de desenho animado. Foram dezenas de produções que se transformaram em clássicos absolutos e são sucessos de vendas até hoje.
Nos anos 90, entrou a cena a animação computadorizada. Sob a chnacela dos estúdios da Pixar, novamente, diversas “obras de arte” chegaram as telas, tornando o gênero um dos mais rentáveis do cinema atual.
O fato é que, felizmente, nos habituamos a ver desenhos e animações com um nível cada vez mais lato, tanto em qualidade de produção, quanto em roteiro. E, invariavelmente, este é um terreno onde produtores e diretores têm conseguido, ano após ano, se reinventar e criar peças únicas e incomparáveis. Se pegarmos como exemplo apenas o ano de 2008, temos a genialidade de Wall-E e o humor de Kung Fu Panda.
Bolt – Supercão, também pertence a essa geração. E embora seja um filme bastante agradável, irretocável nos aspectos técnicos, e com uma história perfeitinha e que passa, tanto para crianças e principalmente para adultos, a mensagem a que se propõe, parece faltar alguma coisa. Comparado aos demais, é como se fosse apenas mais um, embora não seja. Pelo contrário.
O cãozinho Bolt, dublado na versão original por John Travolta, é extremamente carismático. Se já é difícil resistir a um cão de verdade, o que dirá então de um geniozinho que, aos poucos, descobre o que é a vida de verdade, longe dos muros de ilusão de Hollywood. Juntamente com a gata Mittens e do hamster Rhino, Bolt e o espectador têm a oportunidade de aprender e compartilhar dos mesmos pequenos detalhes, que é o que realmente nos faz sentir vivos (a cena onde Bolt, pela primeira vez, experimenta a sensação de andar de trem com a cabeça para fora da janela, sentindo o vento na cara é um grande exemplo disso).
Toda a mensagem está nas descobertas do trio ao longo da jornada de volta para casa de Bolt. E Mittens, com seu ceticismo e arrogância, é o contraponto perfeito para os questionamentos de Bolt. Já Rhino, o hamster fã do cachorro, funciona como uma espécie de treinador, que vê em seu ídolo um espelho e a possibilidade de atingir os seus sonhos mais improváveis.
O único ponto fraco da trama fica por conta de Penny. Embora seja uma menina normal e típica na versão original sua dublagem é feita pela queridinha da Disney, a atriz e cantora Miley Cyrus. Sinceramente, não conheço o seu trabalho mais à fundo para opinar sobre ele, mas sua participação no filme é bastante ruim. A falta de entonação de sua voz, em alguns momentos chega a irritar, fazendo parecer que ela não está interpretando, e sim lendo um papel com pouca atenção. Felizmente sua participação no filme não é tão grande e, por isso, não compromete o resultado final.
Bolt é um bom filme para a família, tão bom quanto muitas das animações que estão por aí. Mas esse “algo mais” que falta na história pode fazer a diferença daqui alguns anos. Certamente, produções como Wall-E jamais serão esquecidas. Já Bolt - Supercão, bem, essa só o tempo poderá dizer.