Os agentes do FBI Fox Mulder e Dana Scully voltam a investigar casos que a ciência não consegue esclarecer.
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Ficha Técnica ..::
Título
Original: The X-Files - I Want To Believe.
Origem: Estados Unidos / Canadá, 2008.
Direção: Chris Carter.
Roteiro: Frank Spotnitz e Chris Carter, baseado em série de Chris Carter.
Produção: Chris Carter e Frank Spotnitz.
Fotografia: Bill Roe.
Edição: Richard A. Harris.
Música: -.
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Elenco ..::
David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly, Xzibit, Callum Keith Rennie, Adam Godley, Alex Diakun, Nicki Aycox, Fagin Woodcock, Marco Niccoli, Carrie Ruscheinsky, Spencer Maybee, Veronika Hadrava, Denis Krasnogolov, Patrick Keating, Roger Horchow, Stephen E. Miller, Xantha Radley, Lorena Gale, Donavon Stinson, Dion Johnstone, Sarah-Jane Redmond, Christina D'Alimonte, Vanesa Tomasino, Luvia Petersen, Babs Chula, Marci T. House, Joseph Patrick Finn, Beth Siegler, Stacee Copeland, Tom Charron e Brent O'Connor.
Arquivo X e Plantão Médico talvez tenham sido as duas séries de maior sucesso dos anos 90. Enquanto um trazia sob a ótica de dois agentes do FBI mistérios e casos sobrenaturais o segundo mostrava em uma linguagem diferenciada o cotidiano de alguns médicos residentes de um hospital de Chicago. Apesar de apresentarem temas e linguagens distintas, podemos apontar uma característica fundamental para o sucesso de ambos: seu ritmo.
Plantão Médico despejava uma enxurrada de termos médicos a cada nova cirurgia na sala de emergência e a câmera parecia acompanhar o ritmo das macas que iam de um lado para o outro trazendo pacientes. Arquivo X partia das hipóteses mais absurdas, colecionando pistas aparentemente desconexas, que revelavam ao final um crime ou mistério com brilhante explicação.
Claro, reduzir as duas séries a apenas essa breve descrição seria demais. Mas o fato é que esse tal de ritmo, talvez seja uma das maiores razões para que Arquivo X não consiga repetir nos cinemas o mesmo sucesso da série de TV. O primeiro filme, lançado há dez anos (1998), além de se basear um roteiro ruim, pecava também nesta característica.
Esta nova produção corrige muitos aspectos que tornaram o primeiro filme um grande fracasso. A começar pela boa história, muito mais próxima dos episódios da série. A volta dos agentes Dana Scully e Fox Mulder à ativa é encarada com muita resistência por ambos num primeiro momento. Dana, em especial, resiste praticamente todo o filme a voltar ao antigo trabalho, ainda que seja apenas em mais um caso.
A produção busca referenciar fatos e características dos agentes apresentados na antiga série, e faz isso muito de bem, de uma maneira que quem por acaso nunca tenha visto nada sobre Arquivo X na vida conseguirá acompanhar tranqüilamente a história.
Repleto de pistas estranhas e apoiado sobre uma busca que – fosse outro filme – poderia soar absurda ou impertinente, o diretor Chris Carter conduz esta produção de maneira segura e independente. O único problema – e importante problema, diga-se de passagem – recai novamente sobre o ritmo do filme. Sem dúvida, em um episódio de 40 ou 50 minutos, Eu Quero Acreditar funcionaria muito bem. Mas com mais de 1h40 de projeção é praticamente inevitável soltar alguns bocejos no meio do filme ou querer se arrumar na cadeira, pois a produção se torna, de certa forma cansativa. Contribui para isso o fato das cenas de clímax de Arquivo X se desenvolverem com tamanha calma e num ritmo próprio muito lento.
Ao final, embora o filme funcione bem, fica aquela sensação tímida de um desconforto ou de que poderia ter sido melhor. Mas ainda assim, Eu Quero Acreditar é infinitamente superior ao primeiro e, sem dúvida, uma boa opção de entretenimento. Mulder e Scully mostram que, mesmo depois de tanto tempo, não perderam a química de atuação entre eles. Para quem acompanhou a série pode até pintar um clima de nostalgia. Mas a lembrança maior que fica é que Arquivo X foi uma grande série de TV. Já como filme, ainda está buscando, mas não encontrou seu caminho em definitivo.