Com perdão do trocadilho. Amnésia é um daqueles filmes difíceis de se esquecer. Por mais que você veja uma, duas vezes, parece que fica alguma coisa martelando na sua cabeça, uma idéia óbvia que não percebemos, uma sensação de desconforto. E a certeza de um grande filme.
Amnésia foi o responsável por revelar Christopher Nolan ao mundo. No brilhante roteiro do diretor, um homem precisa lutar contra uma espécie de amnésia, que apaga sua memória dos fatos a cada hora. No entanto ele precisa se lembrar de tudo, juntar as peças de um quebra-cabeça para encontrar o assassino de sua esposa.
Pode parecer simples e interessante. E é. Acrescente ainda mais um ingrediente. Toda a história é contada de trás pra frente, o que provoca no espectador a mesma sensação do personagem principal: a de estar reconstruindo a história minuto a minuto.
O resultado de tudo isso valeu a Nolan uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e, de quebra, o filme foi indicado na categoria de Melhor Edição. Não levou nenhuma das duas (foi derrotado por Assassinato em Gosford Park e Falcão Negro em Perigo, respectivamente). Mas serviu para Nolan mostrar ao mundo a que tinha vindo e para nunca mais ser esquecido.
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