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::.. A MULHER INVISÍVEL
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Sinopse ..:: |
Pedro acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda, sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Seu único defeito era não existir. |
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Ficha Técnica ..:: |
Título
Original: A Mulher Invisível.
Origem: Brasil, 2009.
Direção: Cláudio Torres.
Roteiro: Cláudio Torres.
Produção: Luiz Noronha e Eliana Soárez.
Fotografia: Ralph Strelow.
Edição: Sergio Mekler.
Música: Luca Raele e Mauricio Tagliari. |
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Elenco ..:: |
Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luísa Mendonça, Lúcio Mauro, Marcelo Adnet, Danni Carlos, Karina Bacchi, Gregório Duvivier, Thelmo Fernandes, Mario Tati e marli Bueno. |
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Site Oficial ..:: |
| http://www.amulherinvisivel.com.br |
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Premiações ..:: |
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Saiba mais ..:: |
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Crítica ..:: |
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| ::.. Entrevista com Selton Mello ..:: |
Como surgiu o convite para trabalhar em “A Mulher Invisível”? E o que te motivou a fazer o filme?
Já havia trabalhado com o Claudio Torres no episódio “Lira Paulistana” da série “Brava Gente”, da Rede Globo. Sou fã dele. Adoro o filme “Redentor”, que ele dirigiu. Um dia o Claudio me contou que queria fazer um filme para contar a história de um personagem que, num momento de depressão, cria uma mulher que não existe. Na hora imaginei que essa premissa junto com o talento do Claudio ia dar em coisa boa e falei: “Estou dentro!”. O filme nem tinha roteiro e eu já disse que queria fazer.
Descreva o Pedro, seu personagem.
O Pedro é um cara comum, com um emprego comum e com sentimentos comuns que toma um pé na bunda e enlouquece. E é um enlouquecimento comum de quem toma um pé na bunda. Eu gostei disso. Fiquei atraído pela possibilidade de interpretar um cara comum.
Como foi o processo de construção do “Pedro”? O que você buscou salientar na personalidade dele?
Eu já sabia quem era o Pedro. Eu conheço a solidão. A diferença é que nunca inventei uma mulher pra viver comigo (risos). Nós ensaiamos, fizemos umas leituras, mas foi muito simples porque já sabíamos o filme que íamos fazer. Confiávamos na maneira como o Claudio queria contar a história. Então, fomos lá e jogamos o jogo.
Como foi contracenar com você mesmo, ou melhor, nas cenas em que a Luana estava presente, mas você precisava tentar ignorá-la ou atuar como se ela não estivesse ao seu lado?
Foi esquizofrênico e bem divertido. Imagina o que é para um ator representar um personagem assim. É uma oportunidade e tanto! Você filma a cena com a atriz e depois você faz sozinho, dando o tempo para as respostas dela. Isso é muito louco e, portanto, muito bom.
Qual foi o principal desafio durante as filmagens?
Foi difícil fazer a cena em que eu danço na boate, com e sem a Luana, porque tinha uma plateia enorme. Era uma boate lotada, e as pessoas ficavam me olhando, beijando o ar e dançando com o nada. Por outro lado, foi um belo termômetro, porque eu e Claudio Torres sacamos na hora, pela reação dos figurantes, que aquilo estava funcionando, estava divertido. Foi uma delícia.
Como foi trabalhar com Claudio Torres em “A Mulher Invisível”? Você vê alguma vantagem no fato de o diretor do filme ter sido também o roteirista? Isso abre novas possibilidades para criações durante as filmagens?
O Claudio é muito generoso na lida com os atores e com a equipe. E foi um trabalho em que tudo correu muito bem, sem grandes percalços. A liberdade que ele dava era grande, mas o roteiro já era muito redondo e não precisávamos ficar inventando muita coisa no set. Mas, nas cenas de sofrimento do Pedro, eu pedi ao Claudio pra ir bem fundo. Uma delas é a sequência em que o Pedro começa a gritar e escrever a história da mulher invisível. Foi uma cena catártica, e o Claudio deixou que eu fizesse dessa forma. Nos momentos de aprofundar, a gente aprofundava. Nos momentos de fazer galhofa, a gente ia com tudo, sabendo dosar. O Claudio tinha uma consciência muito grande do que estava fazendo. Ele tem uma elegância na maneira de filmar. Foi um trabalho que adorei fazer, torço por ele e quero que ele seja visto. É um filme que vai agradar a várias faixas etárias.
E o trabalho com os demais atores, como Luana, Vladimir e Maria Manoella?
A Luana é super estudiosa e a gente se deu super bem fazendo o filme juntos. E era louco porque eu fazia cena com ela e sem ela. E a Luana ficava com um pouco de ciúmes quando eu contracenava sozinho. Ela dizia: “Ah! Fica muito melhor comigo” (risos). A Maria Manoella é uma amiga de muito tempo, mas foi a primeira vez que trabalhamos juntos e foi ótimo. Talvez a Vitória seja o personagem mais difícil do filme e ela faz super bem aquela menina tímida e delicada. Também nunca tinha trabalhado com o Vladimir Brichta. Ele é um sujeito fabuloso. Virou um amigo. No set é um palhaço, com um astral sempre muito bom. Adorei trabalhar com ele, quero repetir essa parceria. No filme parece mesmo que a gente tem uma amizade de muitos anos. Isso acontece quando se tem um elenco que não compete entre si, mas que se admira e quer ver o outro bem. Essa era a onda que esse quarteto principal tinha.
Como era o clima no set?
Foi um set muito divertido. Juntou um grupo muito bom. Eu, a Luana, a Manu e o Vlad nos demos super bem. Essa alegria e a vontade de estar fazendo o trabalho estão no filme. Nem sempre isso acontece. Às vezes você faz um trabalho que o set é uma maravilha e vira um filme ruim. E às vezes você faz um filme que o set é uma desgraça e vira um belo filme. Nem sempre você consegue ser feliz nas duas coisas: estar num set agradável, estar feliz trabalhando e ter um bom filme. Poucas vezes consegui isso na minha vida e uma delas foi em “A Mulher Invisível”.
Como as participações especiais contribuíram para o filme?
Ter a Maria Luisa Mendonça no elenco foi um luxo. Já trabalhei com ela algumas vezes. Ela deu uma grandiosidade à perda que o Pedro sofre logo no início do filme. Paulo Betti é sujeito muito divertido, um amigo e foi ótimo têlo como chefe. Lucio Mauro, eu amo. Já o dirigi no meu primeiro longametragem, “Feliz Natal”. Fernanda Torres é uma figuraça, uma parceira de muito tempo. Ela estava grávida durante as filmagens, com uma barriga gigante. Achei até muito corajoso da parte do Claudio e dela. O filho podia nascer a qualquer momento no set. Mas a Nanda é guerreira. Grávida, fazia o filme, uma peça, escrevia programa. Foi uma maravilha ter o talento dela perto da gente. Marcelo Adnet é um craque do humor. Entre a filmagem e o lançamento, ele virou um ídolo. E a cena que fazemos juntos ficou ótima.
Pode-se dizer que a comédia seja o seu gênero preferido?
Eu me sinto muito à vontade fazendo comédia. Tenho feito nos últimos anos muitos personagens engraçados e se você tem uma boa história é melhor ainda. E era o caso aqui. Tinha um belo personagem na mão. Fazer uma coisa
divertida e ter uma história consistente pra contar é ainda melhor.
Após o sucesso de diversas comédias, você acredita que esse gênero esteja em alta com o público? Isso pode ser positivo para o filme?
Comédia desde os primórdios agrada ao grande público porque, provavelmente, desde os primórdios até os dias de hoje, a vida é dura e difícil. Então, acho que você tem que rir senão você pode enlouquecer e acabar inventando uma mulher imaginária, por exemplo. O riso é uma coisa catártica e, por isso, existe o sucesso dos filmes de comédia. As pessoas querem esquecer por um momento os problemas do cotidiano. E nisso vem “A Mulher invisível”. De uma forma lírica, cumprindo esse papel. É divertido e tocante porque as pessoas se identificam com tudo aquilo ali.
O que o público pode esperar de “A Mulher Invisível”?
É uma comédia, um filme simples, divertido, mas muito comovente também. Se você for pensar de um outro ponto de vista é até uma história triste. Um cara que num momento de solidão inventa alguém pra tornar a vida melhor. Isso é muito triste. Essa combinação é uma coisa positiva. Isso coloca o filme em outro patamar. Não é apenas uma comédia, mas uma comédia que emociona que fala de amizade, de temas profundos que a gente vive. É um ponto a mais nesse filme. |
| ::.. Entrevista com Luana Piovani ..:: |
Como surgiu o convite para trabalhar em “A Mulher Invisível”? E o que te motivou a fazer o filme?
Na época do lançamento do “Redentor”, eu estava no Baixo Gávea, no Rio de Janeiro, e vi o Claudio Torres num cantinho de um bar observando as pessoas. Fui lá, me apresentei e disse que adorei o filme dele. Surpreendentemente, ele disse que estava escrevendo um filme pra mim. Eu perguntei como ele podia estar escrevendo um filme pra mim e eu não sabia de nada. Tudo o que uma atriz pode querer é ouvir de um diretor uma frase dessas. Três anos depois chegou o roteiro de “A Mulher Invisível” na minha casa. Assim que li, me apaixonei. Eu me diverti muito lendo o roteiro e já imaginando o Selton fazendo aquelas loucuras, contracenando com o nada. Fiquei atraída por vários motivos. Primeiro porque é uma história de amor, o que eu adoro. Contada de uma maneira muito divertida, o que eu também prezo muito. Achei que tinha todos os ingredientes perfeitos.
Descreva a Amanda, sua personagem.
A Amanda é uma mulher que o homem idealizou. Então, não é ciumenta, entende de futebol, é bonita, concorda com quase tudo o que ele diz. É quase uma mulher perfeita. Só que ela não existe. E isso atrapalha um pouco a vida do Pedro. Quando ele se dá conta de tudo, percebe que está louco falando com alguém que não existe no meio da rua. A Amanda começa a lutar para que ele não se conscientize disso e ela não deixe de “viver”. Ela toma gosto em viver pra ele, viver esse amor. E quando ele descobre que a Amanda só existia na cabeça dele, tenta fazer com que ela desapareça de vez. Mas ela diz: “Não, Não. Gostei disso aqui e quero ficar”. E aí não sobra pedra sobre pedra (risos).
Como foi o processo de construção da “Amanda”?
Não foi difícil descobrir como dar as emoções para a Amanda porque ela é uma pessoa que acredita no amor e eu também sou. Esse universo eu conheço bem. Então, eu não demorei muito pra me comunicar com ele.
E a caracterização?
Esse era o grande trabalho que a Amanda dava. Como ela era ideal, eu era milimetricamente cuidada. Tive que colocar aplique no cabelo, unhas postiças. Ficava horas cacheando o cabelo. Eu tenho tatuagem e a personagem não. Ficávamos um tempão cobrindo as tatuagens. Demorava umas 2h15 para eu me transformar nessa mulher ideal. Durante a filmagem, a pele absorvia a maquiagem, o cabelo perdia o efeito. A gente tinha que retocar tudo, toda hora.
Como foi trabalhar com o diretor Claudio Torres?
É muito bacana trabalhar com o Claudio Torres porque ele é um diretor muito aberto. Se você chegar com ideias que vão agregar, ele está super disposto a recebê-las. A gente opinava muito no figurino, na psique das personagens. Ele nos deixava à vontade para improvisar, colocar palavras no texto e criar expressões faciais. Quando você cria amor pelo projeto, você cuida dele como se fosse um filho. Ele escreveu o roteiro pensando em mim. Então, eu ajudei para que esse filme se realizasse ainda melhor. Não cumpri só um trabalho.
É verdade que você se envolveu até com a escolha do figurino, da maquiagem?
Participei quase de tudo. Na época dos ensaios, eu já dava meus pitacos sobre as roupas. Preferia uma cor à outra. Achava que a Amanda tinha de usar roupas mais curtas do que decotadas. Dizia em quais cenas ela deveria estar com mais ou menos maquiagem. Isso tudo é brincar de criar, né? O que é muito bom. Foi muito bacana essa concepção em conjunto. É claro que tudo muito desenhado na cabeça criativa do Claudio, mas com muitas pinceladas de toda a equipe.
E o trabalho com os demais atores, como Selton, Vladimir e Maria Manoella? Como era o clima no set?
Já conhecia Selton, mas nunca tínhamos contracenado juntos. Ele é um ator brilhante e intuitivo. Era muito bom ver o Selton criar. Na cena da banheira, fiquei surpresa com a forma como ele se apresentou. Era um ponto alto do drama do Pedro e eu não achei que o Selton ia dar uma interpretação tão emocionada. Foi muito bom porque criou uma cumplicidade no sentimento de compaixão para com o personagem que a principio a Amanda não teria. Eu e Maria Manoella nos enamoramos. Ela é uma mulher batalhadora, que gosta de viajar. Então, nos identificamos e viramos amigas. O Vladimir eu já conhecia de alguns trabalhos na Rede Globo. Ele é super divertido e adora fazer uma galhofa. Foi um convívio leve e divertido. Os bastidores eram sempre às gargalhadas. Sinto saudade daquela convivência.
Fale um pouquinho das participações especiais.
Não contracenei com todos os atores, mas curti muito a participação da Danni Carlos. Quando soube que ela estava fazendo teste, torci muito para que fosse escolhida.
Qual foi o seu principal desafio durante as filmagens?
Tinha o desafio de estar exposta fisicamente. Fiz cenas usando cinta-liga no meio de homens executivos. Na cena da boate, eu estava com um vestido curtíssimo girando e dançando na frente de todo mundo. Mas eu fui muito bem cuidada pelo Claudio Torres e estava me sentindo à vontade com os meus colegas de trabalho. Então, foi tranquilo.
O que a Luana tem de Amanda?
O fato de acreditar no amor e essa coisa meio gueixa. É claro que ela tem essa característica numa potência 10 e eu numa potência 4. Eu sou muito assim. Quando estou apaixonada, me dedico ao amor. Eu também curto futebol, mas não entendo de futebol como a Amanda.
Como você vê esta sua representação de mulher ideal no imaginário do público?
Que homem não quer uma mulher que seja compreensiva quando ele toma um porre e fica com duas outras mulheres? Que homem não quer chegar em casa e discutir futebol com a mulher? Então, desse ponto de vista, ela é ideal. Só que como toda a mulher quando contrariada, dá trabalho. Agora não me vejo como uma mulher perfeita porque acho que todo mundo tem espelho em casa e se olha. E não é só em relação à imagem. Internamente, a gente sabe que não é perfeito em nada. Mas sou muito feliz com a minha imagem. Acho que é também por causa dela que estou nesse filme. Cinema faz tudo, né? No cinema, nosso cabelo é maravilhoso. A pessoa acorda linda. A Amanda é perfeita fisicamente, mas tinha uma equipe de 40 pessoas pra me produzir. Na vida real é outra história. Não existe perfeição em nada, nem em ninguém.
Tem alguma cena que gostaria de destacar?
É muito bom quando você tem orgulho da história que está contando. É muito bom fazer um personagem que dá o colorido a alguém que tem uma vida cinza. Tem uma cena em que eu não falo quase nada, mas que me diz muito. É quando o Pedro desmaia e a Amanda serve canja pra ele. A Amanda é como um sopro de esperança, um raio de luz na vida de alguém que estava vivendo na escuridão.
Você se sente à vontade fazendo comédia?
Na comédia, não basta ter talento. Tem que ter o tom e uma rapidez na interpretação pra não perder a piada. É muito bom porque você trabalha e se diverte. A gente tinha que se controlar pra não rir no set. Muitas vezes, a gente não conseguia e ria mesmo.
O que o público pode esperar de “A Mulher Invisível”?
Eu acho que as pessoas vão se divertir muito e, ao mesmo tempo, vão molhar os olhos. Quem nunca se sentiu sozinho cercado de gente? Acho que esse tema vai falar com o pedacinho solitário de todo mundo |
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